A Associação Humanitária Bombeiros Voluntários Vieira do Minho (AHBVVM) mostrou-se satisfeita com acordo extrajudicial alcançado no que concerne ao contrato de permuta do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, após ratificação em sede de reunião de Câmara. Numa conferência de imprensa, realizada hoje, a associação quis “apresentar os esclarecimentos que entendesse oportunos, em abono da verdade, com o objetivo de informar os nossos associados e comunidade em geral“.
Para a AHBVVM esta decisão “põe termo a um longo e moroso processo, permitindo o encaixe financeiro que há muito” ambicionavam, permitindo “a recuperação imediata dos valores em mora“.
Carlos Branco, presidente da direção AHBVVM, relembrou que este negócio de permuta do antigo quartel, pela parcela de terreno onde se encontra o atual edifício, “constituiu um fator de desenvolvimento importante e decisivo para os bombeiros“. Não esquecendo os “inevitáveis empréstimos e consequentes encargos financeiros“, traduzindo-se em “constrangimentos à gestão da instituição“, o dirigente sublinhou a “preocupação permanente” do município em acompanhar a associação.
António Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, também presente na conferência de imprensa convocada pela AHBVVM, endereçou o comunicado do Partido Socialista de Vieira do Minho, exigindo “mais responsabilidade e conhecimento da causa pública“.
Para António Cardoso, o “PS insiste na mentira” ao falar da “situação aflitiva dos bombeiros“, uma vez que, segundo o edil, a AHBVVM, atualmente, não tem divida, mesmo com os empréstimos contraídos com o novo quartel.
Contrato de permuta do antigo quartel pela parcela do novo edifício
De acordo com o autarca vieirense, o contrato de permuta firmado há oito anos não foi cumprido, pois a empresa compradora se recusava a pagar os 212 555€ acordados. Para além deste valor, também estava acordada a construção de um espaço comercial e uma unidade hoteleira no terreno do antigo quartel, algo que também nunca foi realizado.
De acordo com António Cardoso, os advogados do município tentaram negociar com a empresa, mas sem resultado. Terá sido aqui que a Câmara Municipal decidiu entrar com um processo em tribunal que, de acordo com o edil, terá criado pressão na referida empresa, que se disponibilizou a pagar o valor acordado “dentro de uma semana“. “Saldado o valor em divida, o município desistiu do processo“, concluiu António Cardoso.
Quanto à falta de pagamento de juros deste valor, algo questionado pelo PS de Vieira do Minho, o autarca sublinhou que tal questão nunca esteve presente no contrato inicial, ressalvando que o município vai ser “beneficiado com o pagamento de taxas de construção e licenciamento” do terreno permutado, algo que não estaria presente no primeiro acordo.
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