Na sequência do comunicado do PS de Vieira do Minho a respeito da retirada do sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) da obra da Escola Secundária Vieira de Araújo, a autarquia vieirense afirma que as salas de aula estão devidamente aquecidas pelo que, dado o elevado custo de instalação e manutenção do sistema, não se justifica a sua colocação.

Em comunicado, a Câmara de Vieira do Minho afirma que decidiu retirar o sistema de AVAC, que iria proporcionar o aquecimento das salas e a refrigeração da sala da direção e secretaria administrativa, “dado que a obra de requalificação já ultrapassou os 600 mil euros em relação ao valor previsto inicialmente e a cargo do Município“. A autarquia relembra ainda que os vereadores do Partido Socialista votaram contra o aumento da “despesa relativa à execução de trabalhos fundamentais e indispensáveis ao bom funcionamento do edifício“.

Para o município, a colocação deste sistema de AVAC, “de elevado custo” de instalação e manutenção, “não se justifica dados os seus benefícios práticos, pois as salas de aula estão devidamente aquecidas, a sala da direção e secretaria, dada a sua localização, não estão muito expostas às variações térmicas que justifiquem tão elevado custo no seu arrefecimento“.

O executivo diz orgulhar-se “dos bons resultados alcançados com a sua gestão“, nomeadamente “a redução da dívida municipal de mais de vinte milhões de euros, deixada pela gestão socialista, para cerca de oito milhões de euros atualmente“.

Quanto à acusação de que a referida escola sofre de infiltrações, a autarquia fala de uma “situação pontual“, explicando que tal situação só acontece em dias de “chuva torrencial” devido a caleiras e tubos de queda dimensionados e executados aquando da construção inicial da Escola pelo Ministério da Educação, que “não sofreram intervenções aquando das obras de requalificação“.

A Escola Básica e Secundária Vieira de Araújo tem uma área coberta de aproximadamente 6 600 metros quadrados, quer do edifício novo, quer dos restantes pavilhões requalificados, onde já existiam dezenas de tubos de queda, centenas de metros de caleiras nas coberturas e que, quando chove torrencialmente, como foi o caso de quinta-feira, dia 09 de março, em que até foi emitido pelo IPMA aviso laranja, verifica-se a entrada pontual de água, como se constatou no caso relatado“, explica a autarquia.

A Câmara Municipal acrescenta ainda que, na passada quinta-feira, “o Município “registou outras situações deste género, com grande quantidade de água, em outros equipamentos, inclusive nos próprios Paços do Concelho, no próprio gabinete do presidente da Câmara“.

[foto: CM VM]