Já chegou a Varsóvia, na Polónia, o autocarro humanitário que partiu de Vieira do Minho na passada sexta-feira. Cerca de dois dias e 3500km depois, as quatro toneladas de bens doados pelos vieirenses foram já entregues e, no regresso, 60 refugiados ucranianos embarcam no mesmo autocarro, em direção à CIM do Ave.
[Hugo Quaresma em declarações à Rádio Alto Ave]
Eram 10horas em Portugal continental (mais 1 hora em Varsóvia) quando falamos com Hugo Quaresma, assessor da Câmara Municipal de Vieira do Minho, que embarcou nesta viagem humanitária em representação do Município e da CIM do Ave. O autocarro humanitário tinha chegado à capital polaca há sensivelmente “meia-hora”, “junto ao Estádio Nacional de Varsóvia”. Para trás ficou “uma viagem muito longa“. Foram quase dois dias, 3500km e vários países passados.
Na madrugada deste domingo, já deixaram as mais de quatro toneladas de bens doados pelo vieirenses num armazém “muito perto da fronteira com a Ucrânia“. Neste armazém, que é, de acordo com Hugo, um dos vários espalhados pela Polónia, têm chegado bastantes doações. E é aqui que alguns voluntários deixaram um pedido: “Já têm muita roupa. Necessitam de alimentos, medicamentos e tudo o resto” .
“Metade da viagem está feita“. Falta agora preparar o regresso. Segundo Hugo Quaresma, esta tarde, a comitiva da CIM do Ave vai preparar o embarque dos cerca de 60 refugiados que viajarão para Portugal. “Será feita uma triagem dos mesmos, através do nome, número do BI“, tendo em conta os dados que foram, previamente, levados pela comitiva.
Hugo, na passada sexta-feira, já tinha confessado esperar que a viagem de regresso fosse a “mais difícil“, devido à carga emocional que estas pessoas carregam consigo e também pelo facto de muitas das familias trazerem consigo jovens, crianças e bebés. Hoje, horas antes de embarcar estes 60 refugiados, Quaresma espera o mesmo. “Mas vai correr tudo bem“, acredita Hugo, afirmando que toda a equipa está motivada para tornar esta viagem o melhor possível para todos.
Terça-feira, este autocarro humanitário, que partiu de Vieira do Minho, é esperado em Portugal para deixar em Guimarães e em Famalicão os quase 60 refugiados ucranianos que foram obrigados a deixar o seu país que está em guerra há 17 dias.