O Bloco de Esquerda (BE) de Vieira do Minho condenou a inauguração tardia da nova Unidade de Saúde Local de Vieira do Minho e as “promessas vazias” feitas durante a cerimónia.
Em comunicado, o BE criticou a inauguração “fora de tempo, com pompa e circunstância para que o atual 1º ministro e presidente da Câmara pudessem ter palco e oportunidade para “mostrar obra” e fazer um rol de referências e promessas vazias a necessidades locais de duvidosa concretização”.
Na perspetiva do Bloco de Esquerda o processo da construção desta unidade começou mal, devido “à errada” localização/ implantação do edifício e limitação do espaço envolvente. Também começou mal por não ter sido levada em conta a participação dos vieirenses, das forças vivas locais e partidos, no que respeita à enumeração de carências e definição da localização e do tipo e número de valências consideradas necessárias para o futuro. Para evitar “andar atrás do prejuízo” como aconteceu com procura de estacionamento em plena via pública e retirando espaço ao passeio pedonal, refere o BE.
“A promessa vazia de um possível serviço de atendimento permanente e outras valências prometidas, talvez para as “calendas gregas”, deixam-nos apreensivos. O serviço de atendimento permanente ou é permanente ou não é”, pode ler-se no comunicado do BE, acrescentando que ser permanente significa manter-se aberto as 24 horas do dia todos os dias da semana. Não é o serviço complementar atual nem é lutar por um SAP “até à meia noite” como afirmou o presidente da Câmara. “Pelas declarações está visto que o SAP caiu em “saco roto””, conclui o partido.
E quanto a outras valências apenas promessas e proclamações, aponta o BE. “Quem enche a boca com afirmações da condição de uma população concelhia envelhecida, da necessidade de fixação de população neste concelho de baixa densidade e de maiores garantias de segurança (na saúde) a quem nos visita; devia acautelar um SAP 24 sobre 24 e demais serviços e valências disponíveis para a população AGORA”, defende o BE.
No entender do Bloco de Esquerda a Câmara “agora não tem desculpa”. Depois de aceitar a transferência de competências da Administração Central para a Local a Câmara passou a ter especiais responsabilidades, designadamente na área da saúde. Deveria assumir um papel pró-ativo na supressão de carências, garantir melhoria de funcionalidades, serviços e novas valências.