Bloqueio de pilares na praça Dr. Guilherme de Abreu gera polémica

Os pilares metálicos que estão na praça Dr. Guilherme de Abreu foram fechados a cadeado esta quinta-feira à tarde. A situação foi dada a conhecer pela proprietária de dois dos estabelecimentos da praça, Elizabete da Nova – dona da pastelaria da Nova e do Café Cabreira – que se mostrou indignada pela decisão do município, uma vez que precisa do acesso à praça para realizar cargas e descargas.

A comerciante afirma que falou com o presidente da Câmara no seguimento de ter sido colocada uma pedra à entrada da praça (no lado direito da pastelaria) na terça-feira passada. A conversa aconteceu na quinta-feira de manhã e, ter-lhe-á sido dito que o vizinho da pastelaria prescindia do acesso à praça, ao qual Elizabete respondeu que a Pastelaria da Nova não o poderia fazer uma vez que, desde as 5h30 da manhã, e várias vezes durante o dia, faz cargas e descargas de artigos perecíveis.

Questionando o município sobre os motivos que levaram ao fecho dos ditos pilares, as razões apontadas foram os “contínuos abusos” e a falta de controlo sobre quem acede à praça. O presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, explica que os dois comerciantes do espaço tinham uma chave que permitia abrir e fechar os pilares, mas que, o facto de os pilares estarem, várias vezes, abaixados, fazia com que a praça fosse usada para motivos externos às cargas/descargas.

[António Cardoso, em declarações à RAA]

Elizabete confirma que possuía uma das chaves que permitia baixar e subir os pilares, contudo defendeu que os mesmo não são funcionais, uma vez que a pastelaria da Nova faz, em média, 16 cargas e descargas durante um dia de trabalho (ou seja, seriam necessário abrir e fechar os pilares cerca de 32 vezes por dia).

[Elizabeth da Nova, em declarações à RAA]

Elizabete afirma ter sugerido outras soluções, desde a colocação de pilares com sensores ou comandos, e até ao encerramento do acesso do lado esquerdo (ao pé da farmácia) e o uso do pilar do lado direito, apenas. A presidência de Vieira do Minho terá dito que a pastelaria poderia parar as carrinhas no local indicado para o efeito, do lado de fora da praça, junto ao pilar, e fazer as ditas cargas/descargas a cerca de 20 metros de distância. Elizabeth disse que não o faria, e os pilares apareceram trancados a cadeado na mesma quinta-feira à tarde.

Questionado se esta decisão do bloqueio dos pilares da praça era definitiva ou se haveria espaço para diálogo e negociações, o presidente do município negou, afirmando que os comerciantes receberam sucessivos avisos até esta decisão ser tomada.

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