A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho (AHBVVM) assinalou, este domingo, dia 15 de fevereiro de 2026, o seu 86.º aniversário com uma sessão solene marcada pela gratidão histórica, mas também por fortes reivindicações.

As celebrações tiveram inicio pela manhã com o hastear das bandeiras no quartel-sede, assim como com a deposição de flores no monumento do Bombeiro Voluntário, seguindo-se uma missa em honra dos fundadores, dirigentes, bombeiros, sócios e amigos da associação já falecidos.

De regresso ao quartel-sede, decorreu um momento de promoções e condecorações a elementos do corpo ativo.

A cerimónia prosseguiu com uma sessão solene que contou com discursos de várias personalidades ligadas à associação fundada em 1940. Elsa Ribeiro, presidente da Assembleia Geral, e Armando Ferreira, presidente da direção, destacaram o papel dos “Soldados da Paz” como pilares da segurança pública.

Elsa Ribeiro, presidente da Assembleia Geral da associação, apelou à colaboração entre a tutela, a Câmara Municipal de Vieira do Minho, Juntas de Freguesia, associados e benfeitores para garantir a eficiência do socorro.

Armando Ferreira comparou o quartel a um “livro aberto” de história, defendendo que a preservação da memória dos que partiram deve servir de guia para os novos recrutas. Destaca ainda a importância dos sócios, e o sucesso recente na angariação de 50 novos associados num único mês.

Ana Luísa Damasceno, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Braga, foi incisiva ao afirmar a importância de valorizar a profissão de bombeiros, assim como a importância dos apoios financeiros autárquicos e estatais.

O Comandante José Beleza, em representação da Liga dos Bombeiros Portugueses, sublinhou que o valor dos bombeiros não se mede apenas pela prontidão operacional, mas pelo simbolismo de paz e segurança que levam às populações.

No plano operacional, o Comandante Ricardo Dias começou por homenagear os bombeiros, pelo seu trabalho e dedicação, alertando para a complexidade de socorrer um território disperso com uma população envelhecida. Deixou ainda uma nota de esperança e resiliência, reafirmando que, apesar das dificuldades financeiras e operacionais, os bombeiros de Vieira do Minho continuarão a ser a primeira linha de defesa da região.

O presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, reafirmou o compromisso da autarquia, sublinhando o aumento do protocolo anual para 50.000€, o investimento de 116 mil euros nas Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e a nova ambulância, adquirida com apoio municipal.

A segunda Comandante sub-regional, Celina Oliveira, sublinhou que os bombeiros são a “espinha dorsal” da Proteção Civil e apelando à articulação entre o poder local e a estrutura nacional para enfrentar os desafios.

A sessão serviu ainda para recordar que o espírito da corporação ultrapassa os limites do concelho, destacando-se o recente auxílio prestado pelos bombeiros de Vieira do Minho na região de Leiria, após os estragos causados pela depressão Kristen no início de 2026.

Findado o espaço destinado aos discursos, procedeu-se à bênção de uma nova ambulância, um reforço oferecido pela Câmara e Juntas de Freguesia do concelho de Vieira do Minho.

Seguiu-se o habitual desfile de viaturas da associação e um almoço-convívio.