O município de Braga pretende avançar a partir da próxima primavera com a sinalização e preservação do Caminho da Geira e dos Arrieiros, no âmbito de um programa mais vasto que abrange também outras rotas jacobeias que passam pelo concelho.
O anuncio foi feito no passado sábado, 7 de janeiro, pelo adjunto do presidente da Câmara de Braga, António Barroso, referindo que “nos últimos anos houve menos gente a circular, fruto da retração provocada pela pandemia, e em resultado das recentes intempéries”, pelo que será agora necessário intervir de novo na preservação dos caminhos de Santiago, após o “investimento substancial” feito há quase cinco anos.
Noutra área, António Barroso revelou que a autarquia “está empenhada em fazer o projeto para a instalação de um albergue de peregrinos na antiga sede da Junta de Freguesia da Cividade”, em colaboração com a AEJ e a União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.

O Caminho da Geira e dos Arrieiros começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras do Bouro, Castro Laboreiro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela Homem. Nos últimos seis anos foi percorrido por mais de três mil peregrinos, um terço dos quais em 2022; sobretudo de Portugal e Espanha, mas também de Itália, Inglaterra, Alemanha, Croácia, Ucrânia, Rússia, Polónia, Brasil, EUA, Austrália ou Países Baixos.
Este itinerário foi apresentado em 2017 em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, reconhecido em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020), do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021) e foi um itinerário oficial da Peregrinação Europeia de Jovens do Ano Santo Jacobeu 2021/22.
O percurso tem 240 quilómetros e destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira Romana, a via do género mais bem conservada do mundo, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos escassos cinco que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.