Braga e Guimarães buzinaram, esta manhã, em protesto contra o aumento do custo de vida. A iniciativa partiu do “Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar”.
Em Braga, os protestos decorreram, principalmente, na rotunda das piscinas da Rodovia, e em Guimarães, na rotunda da Escola Francisco de Holanda.
“Todos os dias sobem os preços, todos os meses os nossos ordenados e pensões ficam mais pequenos. A guerra tem as costas largas, as sanções caem-nos em cima e o governo não faz nada para parar a especulação desenfreada“, diz o “Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar”. Acrescentando que “a guerra tem as costas largas, as sanções caem-nos em cima e o governo não faz nada para parar a especulação desenfreada“.
Para a organização “é preciso impor que os combustíveis, a alimentação, os transportes, os medicamentos, as rendas e todos os bens essenciais tenham preços justos e suportáveis para a maioria“, defendendo que “mesmo antes da guerra na Ucrânia os preços já estavam a subir. Há quem lucre com a desgraça alheia“.

A crise não tocou toda a gente da mesma maneira, acusam, apontando o dedo às empresas que têm, nos últimos tempos, anunciado elevados lucros, como a a GALP, do Pingo Doce, Sonae, da EDP e dos Bancos.
Estes aumentos vão ter efeitos nos custos dos transportes e nos preços dos alimentos, defendem, acrescentando que o “Banco Central Europeu vai fazer a política do costume, aumentando as taxas de juro para salvaguardar o dinheiro dos ricos. Com estas opções quem vai sofrer mais são aqueles que trabalham e que vão ter que pagar os empréstimos das casas a preços mais elevados“.
«Os trabalhadores vão ter mais dias sem chegar o ordenado e os senhores do dinheiro vão fazer desta crise uma nova oportunidade para espremerem ainda mais quem trabalha. Se é necessário pagar a crise, então que se comece pela contribuição daqueles que em todas as crises se enchem à custa da desgraça da maioria.» – Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar

A fixação e regulação dos preços dos combustíveis, da energia e de todos os bens essenciais em particular dos bens alimentares, a imediata redução do IVA de 13% para os 6% no gás e de 23% para os 6% na electricidade e o desvio dos dividendos das grandes empresas para um fundo de emergência nacional para responder ao aumento do custo de vida são algumas das exigências do grupo.
O Movimento dos Mesmos de Sempre a Pagar apela a todos os que “sentem na pele o agravamento do preço dos combustíveis, o aumento do custo de vida, que se unam para travar este processo de roubo que está em curso, que, por diversas formas e em diferentes locais nos próximos dias, demonstrem a vossa indignação e exijam ao governo medidas concretas para impedir que, mais uma vez, haja quem se aproveite da crise“.
