A polémica do bloqueio dos pilares de acesso à Praça Dr. Guilherme de Abreu continua. Desta vez com o corte dos cadeados colocados pela autarquia, a semana passada, e ainda pela colocação de cravos vermelhos e uma faixa no estabelecimento Pastelaria da Nova.
De acordo com um comunicado da autarquia, “no dia 23 de maio a proprietária da Pastelaria da Nova” cortou os aloquetes dos pilares da praça, naquilo que o edil chama de “atitude de total desrespeito pela coisa pública e como se não bastasse ainda fez “publicidade” do seu gesto nas redes sociais.
[dr fotos: Facebook/Elizabeth da Nova ]
Depois do corte do aloquete, foram ainda colocados cravos vermelhos na mesma praça e ainda uma faixa no edifício da esplanada da Pastelaria.

O que se passa com os pilares da Praça Dr. Guilherme de Abreu?
Estes atos vêm na sequência do bloqueio dos pilares metálicos que dão acesso à referida praça, no passado dia 19 de maio.
De acordo com a autarquia, no verão de 2021, aquando da conclusão da obra de requalificação da Praça Dr. Guilherme de Abreu, terão sido entregues chaves dos pilares metálicos que vedavam o acesso à zona das esplanadas e do coreto aos dois únicos proprietários dos estabelecimentos comerciais, para que estes pudessem efetuar, exclusivamente, cargas e descargas de mercadoria. Nesse momento “foi-lhes solicitada a máxima responsabilidade no uso correto da chave. Situação que não ocorreu, tendo, desde o primeiro momento, se verificado carros estacionados abusivamente durante largas horas sem efetuar qualquer tipo de carga ou descarga”.
De acordo com a autarquia, “nos últimos meses foram várias as reclamações de estacionamento e circulação abusivas de veículos junto à zona do coreto”, tendo sido “vários os munícipes que se deslocaram à Autarquia e questionaram sobre a legitimidade de estarem carros estacionados ao longo de várias horas num espaço proibido ao estacionamento e, ainda, por cima junto a duas esplanadas”.
Esta situação ocorria, de acordo com a Câmara Municipal, “porque os proprietários da Pastelaria da Nova destrancavam o pilar para efetuar cargas/ descargas e não procediam ao seu levamento. Em vários momentos, inclusive ao fim de semana, veículos pertencentes ao referido estabelecimento, e não só, usavam este espaço de forma abusiva para estacionar, enquanto frequentavam o Café Cabreira e a Pastelaria”.
A autarquia afirma que, “perante tal abuso e desobediência”, alertaram as forças de segurança, “tendo mesmo procedido à colocação de sinalização vertical para impedir que os abusos continuassem”. Ao mesmo tempo, e sempre que eram avistados veículos estacionados na praça, “a proprietária da Pastelaria da Nova era avisada para que procedesse ao levantamento do pilar metálico de forma a evitar estas situações”.
“Foram dezenas de alertas feitos aos proprietários deste estabelecimento comercial. Tudo sem efeito!“, sublinha autarquia.
O último episódio, que veio a despoletar o encerramento da praça, aconteceu no dia 19 de maio. Presidente do Município, António Cardoso, e proprietária da Pastelaria, Elisabete da Nova, reuniram, “tendo mais uma vez sido pedido que houvesse responsabilidade no correto uso da chave do pilar metálico“, e que após as cargas e descargas, o mesmo fosse levantado para evitar estacionamento e circulação abusivas. A proprietária da Pastelaria da Nova “referiu que não se responsabilizava pela correta utilização da chave“. No seguimento desta reunião, os ditos pilares foram fechados, então, a cadeado, nessa mesma tarde.
A autarquia defende que os vieirenses “apreciam praças bonitas, com jardins cuidados e onde as crianças possam brincar livremente”, relembrando que “recentemente [os vieirenses] escolheram livremente quem os representa e defenda os seus interesses”.
A autarquia termina o seu comunicado acusando a “pura demagogia” e “total aproveitamento” de alguns partidos políticos, que, entretanto, se fizeram pronunciar sobre este tema.

