CAVA e as Pessoas Centenárias de Vieira do Minho – Palmira Simas Santos

Palmira Simas Santos tem 101 anos e duas mãos cheias de lembranças e muitas “estórias”.

A ilha dos Açores viu-a nascer, a 28 de Março de 1919. Anos depois, viajou pelo mundo, mas foi em Vieira do Minho que criou raízes. Raízes que, ainda hoje, a sustém nesta bela terra minhota.  

Deu aulas em Odivelas, Lisboa, mas por conselho do irmão foi trabalhar, depois, para a Direção-Geral da Saúde.

Da infância não guarda boas memórias, mas nem por isso se tornou uma pessoa amarga. Aliás, o segredo para chegar aos 100 anos, como partilha, é mesmo beber um doce licor de amora do Pico, feito na sua aldeia, como gosta tanto de dizer – as Lajes do Pico. Um doce licor para adoçar a vida!

Por entre provérbios de “verdades puras”, vai recordando os pais e até o avô Manuel João dos Santos, autodidata e um exemplo de perseverança, humildade e sabedoria.

Parafraseando a Palmirinha, do alto dos seus 101 anos cheios de sabedoria, pode dizer-se: “Ó Pico, rocha tão alta, / Donde o penedo caiu: / Ninguém diga o que não sabe, / Nem afirme o que não viu.” 

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