A CDU reuniu, esta terça-feira, com o Reitor da Universidade do Minho (UMinho) e com a direção Associação Académica da UMinho para abordar assuntos como o financiamento de ambas as instituições.
A delegação da CDU foi composta pelos candidatos Torcato Ribeiro e Bárbara Barros, pelo Mandatário Regional Agostinho Lopes, por Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e por João Luís Silva, da Comissão Política da Direcção Nacional JCP.
No encontro com o Reitor foi possível abordar os “problemas de sub-financiamento da Universidade, decorrente das opções de sucessivos governos PS, PSD e CDS/PP em não dotar as instituições públicas de ensino superior das verbas necessárias“, explicou o partido em comunicado.

A construção de novas residências em Braga e Guimarães, no sentido de corresponder à “necessidade gritante” de alojamento para estudantes foi outro assunto discutido. Sobre esta matéria, a CDU defendeu que “só depois da pressão dos responsáveis universitários é que o governo do PS acedeu a não considerar o financiamento previsto no âmbito do PRR como um empréstimo, a ser pago pelas instituições nas próximas décadas“.
A UMinho tem actualmente uma oferta total de “cerca de 1300 camas, entre Braga e Guimarães“. A taxa de ocupação anual “ronda os 100%“, pelo que, “com cerca de 5 mil estudantes bolseiros deslocados é urgente reforçar a resposta e melhorar a oferta“, defendem.
A CDU acusa o Governo de pecar por tardia na disponibilização de meios e recursos financeiros para atingir o objetivo de 15 mil camas no país, o que acaba por “dificultar o acesso dos jovens ao ensino superior“.
“O Governo deve assumir de forma plena e cabal o financiamento das instituições. O financiamento que a UMinho conta do Estado é manifestamente curto. Este apenas cobre cerca de 60% das despesas com salários. O remanescente de salários, despesas de funcionamento, etc, tem que ser coberto com receitas próprias. É negativo que assim seja.” afirmou Torcato Ribeiro.
No encontro com a AAUM, os representantes dos estudantes partilharam com a CDU preocupações sobre a falta de alojamentos, sugestões de medidas de reforço dos apoios aos estudantes, em matéria de transportes e meios para o estudo, e preocupações sobre a situação de sub-financiamento da UMinho.
Agostinho Lopes destacou “com mais de 20 mil estudantes, a UM conta com cerca de 5500 alunos bolseiros, milhares de estudantes deslocados, pelo que o reforço da Acção Social Escolar é uma necessidade particularmente premente. A concretização de investimento no reforço dos transportes públicos, desde logo as ligações ferroviárias no quadrilátero Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos, e de soluções de tarifários tendentes à progressiva gratuitidade, são causas que a CDU assume como muito importantes.”