[ERRATA: dia 8 de outubro de 2025]

No seguimento do comunicado publicado abaixo, a CDU de Vieira do Minho, remete a seguinte errata:

«No dia de hoje (7/10/2025), a CDU Vieira do Minho publicou uma nota de imprensa relativa à Academia de Música de Vieira do Minho […].

Lamentavelmente, fomos confrontados com factos que evidenciam que nem tudo o que lá foi referido corresponde à verdade. Nomeadamente, quando se referiu “tudo o que floresce em Vieira do Minho é rapidamente “absorvido” por Guimarães. Foi assim com o coro juvenil, que nasceu aqui e foi levado sem reconhecimento“. “O Polo vive desconectado da comunidade, sem presença nas bandas filarmónicas, nas escolas ou nas coletividades.”, 

A CDU rege-se pelos princípios da verdade e da transparência, sendo que, se baseou em premissas de quem lá passou como estudante. Não tendo sido feito o devido escrutínio. 

[…]»

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A CDU de Vieira do Minho, lamentou o “esquecimento e abandono” do Polo de Música de Vieira do Minho.

Em comunicado, a CDU refere que ao longo de 18 anos, Vieira do Minho teve nas mãos uma oportunidade para o fomento da cultura no concelho, o Polo do Conservatório de Música. “Mas em vez de crescer, foi deixado à sombra de Guimarães, estrangulado pela falta de ambição e por uma gestão distante que não conhece nem respeita o nosso território. Tudo isto feito, sob a cobertura do atual executivo municipal“.

O Polo de Vieira do Minho é hoje, para a CDU, um retrato perfeito do que acontece quando “a cultura é tratada como favor e não como missão“.

O Polo é gerido a partir de Guimarães por uma direção que “mostra total desinteresse e desconhecimento da realidade vieirense. Esta distância sufoca o crescimento, impede a autonomia e mantém Vieira do Minho eternamente dependente de decisões alheias, que não põe os interesses dos jovens vieirenses em primeiro plano. Há conhecimento e experiência em Vieira do Minho para tomar as rédeas da cultura“.

A CDU refere que a maioria dos professores vem de fora, “apenas para cumprir horário“, acrescentando que apenas uma classe têm um docente que é de Vieira do Minho. “No entanto, temos músicos profissionalizados, com provas dadas, a dar aulas noutros concelhos, ou ainda, a nível internacional. Por outra banda, muitos outros acabam por abandonar a profissão, por falta de oportunidades na sua terra“. A CDU defende que o município deve exigir ao Conservatório a contratação prioritária de talentos locais.

Depois de 18 anos, o Polo ainda não tem ensino secundário oficial, recorda a CDU. Por outro lado, “faltam classes essenciais“, nomeadamente, tuba, eufónio, contrabaixo, harpa, canto. “Até a percussão, que a maioria dos jovens gostam, surge apenas de forma intermitente. Os jovens chegam ao 9.º ano e são empurrados para o ensino livre ou para a desistência. A orquestra é composta apenas por crianças até aos 14 ou 15 anos. É um desperdício de talento e um insulto a quem sonha com a música“, defende a CDU vieirense.

A concelhia refere ainda que “tudo o que floresce em Vieira do Minho é rapidamente “absorvido” por Guimarães. Foi assim com o coro juvenil, que nasceu aqui e foi levado sem reconhecimento“.

O Polo vive desconectado da comunidade, sem presença nas bandas filarmónicas, nas escolas ou nas coletividades. Vieira do Minho é tratado como um palco secundário, e isso é inaceitável“, defendem. Acrescentam ainda que “A prova de que podíamos ter sido mais. O Estágio Nacional de Orquestra foi um sucesso nacional, trouxe professores e alunos de todo o país e envolveu músicos vieirenses que hoje tocam em orquestras internacionais. Foi um momento de orgulho. E o PSD acabou com ele. Acabou com o único projeto que mostrou que Vieira podia ser referência cultural”.

A CDU afirma querer devolver ambição à cultura criar uma Academia de Música de Vieira do Minho, autónoma e com direção própria; garantir contratação prioritária de professores vieirenses; reativar projetos de dimensão nacional e parcerias com bandas filarmónicas e escolas locais; e fazer da música um motor de identidade e orgulho.