Vieira do Minho vive uma contradição gritante” – a acusação é da CDU de Vieira do Minho afirmando que Vieira é dos “maiores produtores de energia hidroelétrica e eólica do país”, mas que continua “a ser um concelho esquecido!“.

A CDU vieirense refere, em comunicado, que “a eletricidade que ilumina Portugal nasce nas nossas serras e albufeiras. Aqui ficam as linhas de alta tensão, os impactos no território, as barragens e as eólicas. Mas a riqueza que produzimos foge para longe, deixando o nosso povo no escuro da falta de médicos, da falta de habitação, da ausência de transportes, da carência de respostas sociais e, acima de tudo, do abandono“.

Afirmam sem hesitar, “é de elementar justiça que Vieira do Minho seja compensado pela energia que produz. Não se trata de caridade, trata-se antes de um direito já reconhecido pela Lei.

Os municípios onde existem centrais elétricas têm direito a uma compensação anual pela produção de potência instalada em energia renovável, refere a CDU, acrescentando que existem ainda, compensações financeiras específicas para infraestruturas elétricas de grande impacto.

Se a lei reconhece esse direito, por que razão Vieira do Minho continua a nada receber?, questiona a concelhia da CDU, acrescentando “Porque PS e PSD nunca tiveram coragem de exigir essa justiça?

A CDU assume essa luta como bandeira, afirmando para onde deve ir essa riqueza. Na saúde, para trazer médicos e reforçar o centro de saúde. “E, não, em medidas que visem financiar os privados através de fundos públicos, que além do mais, não resolvem os problemas reais das pessoas“, defendem. Na habitação, para construir habitação pública a custos controlados, com bairros para trabalhadores e casas para fixar jovens, “porque a crise não se resolve com brindes“; Na infância e no envelhecimento, para criar creches públicas e mais centros de dia; No território, para criar uma empresa municipal que valorize as albufeiras e praias fluviais; e na mobilidade, para construir uma rede de transportes públicos que ligue aldeias e traga vida ao concelho.

Vieira do Minho não pode continuar a ser rico para fora e pobre para dentro, defende a CDU, referindo ser “a única força política que levanta esta bandeira, porque sabemos que não há desenvolvimento sem justiça energética.