O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, esta quinta-feira, os resultados provisórios dos Censos 2021

Atualmente, a população residente em Portugal é de 10 344 802 pessoas. Na última década, o país registou um decréscimo populacional de 2,1% e “acentuaram-se os desequilíbrios na distribuição da população pelo território, com uma maior concentração da população no litoral e junto à capital”.

Agravou-se também o fenómeno de envelhecimento da população, com o aumento expressivo da população idosa e a diminuição da população jovem: em 2021, existem 182 idosos por cada 100 jovens.

A população estrangeira residente em Portugal “cresceu cerca de 40%” face a 2011, fixando-se em 555 299 pessoas.

O nível de escolarização da população aumentou “de forma significativa nos últimos 10 anos”, com o reforço da população com ensino superior e com o ensino secundário e pós secundário.

Face a 2011, aumentou ainda o número de pessoas que vivem sozinhas e diminuiu a dimensão média dos agregados domésticos privados.

No que respeita ao parque habitacional, Portugal registou um “ligeiro crescimento do número de edifícios e de alojamentos destinados à habitação, embora num ritmo bastante inferior ao verificado em décadas anteriores”.

Reforçou-se ligeiramente o peso da primeira habitação em detrimento das residências secundárias. Em 2021, “70% dos alojamentos são ocupados pelo proprietário”, embora esta percentagem tenha vindo a decrescer nas últimas décadas. Por sua vez, os alojamentos arrendados registaram um aumento de 16% face a 2011.

O município de Braga registou o crescimento “mais expressivo” (6,5%), seguido de Cascais e Sintra, com 3,7% e 2,1%, respetivamente.

Estes dados decorrem de uma fase intermédia do processo de tratamento e validação da informação, constituindo o segundo momento de divulgação dos Censos 2021, e permitem fornecer um conjunto de informação censitária de elevado interesse para o conhecimento da população e do parque habitacional do país.