A startup’ portuguesa CRE.MAR que atua em todo o distrito de Braga e que tem como negócio a simplificação do processo de cremação, foi hoje a vencedora do Road2WebSummit, recebendo um prémio de cinco mil de euros.

A CRE.MAR é uma empresa online que promete entregar a urna com as cinzas em 72 horas, assim como também transformar as cinzas em diamantes.

“Queremos promover cerimónias fúnebres menos dolorosas e permitir guardar o nosso ente querido”, explica o fundador da startup.

A empresa atua, atualmente, nos distritos de Braga e Porto, mas espera alargar os seus serviços a todo o país no próximo ano e internacionalizar o conceito em França, Finlândia e Espanha, explicou hoje o fundador Vítor Oliveira.

O empreendedor explicou que a escolha destes três mercados europeus tem a ver com o “crescimento que estão a apresentar nos processos de cremação“.

Com os diamantes [a partir de cinzas] temos cobertura nacional, quem tem cinzas em casa pode solicitar, temos uma lista de espera grande agora“, apontou. “Neste momento, tivemos uma explosão de pedidos, não de cremações, mas sobre os diamantes“, acrescentou.

Relativamente ao processo de cremação, “eu diria que se calhar no próximo ano temos cobertura nacional“, avançou o fundador.

Como surgiu este negócio e quais são os próximos passos?

Vítor Oliveira explica que a ideia surgiu em 2017, a partir de uma experiência pessoal (perda de um um filho ainda durante a gestação), em que teve de contactar com esta realidade. A isso junta-se a preocupação que Vítor Oliveira tem com as questões ambientais, sendo que a cremação “tem uma vertente ecológica“.

A empresa espera “nos próximos cinco anos estar na Europa”, através do modelo de negócio de ‘franchising’.

Em Portugal, conta ainda ter uma linha de apoio telefónico para acompanhar o luto dos familiares. Afirmando-se como uma empresa sustentável, Vítor Oliveira salienta que o processo de cremação é mais amigo do ambiente, “do que o corpo no solo“.

Mas não se fica por aqui e promete ir mais longe na ecologia do fim da vida. ​​​​​​​”Queremos implementar hidrólise alcalina cá, cremação à base de água, que é equivalente a um cigarro para a atmosfera“, explicou Vítor Oliveira. ​​​​​​​

E esta, conclui, “é a forma mais ecológica de morrer“.