Dois homens de 45 e 49 anos foram detidos, esta segunda-feira, pelo crime de incêndio florestal, em duas situações distintas, nos concelhos de Celorico de Basto e de Póvoa de Lanhoso. Com estas detenções, a Guarda Nacional Republicana (GNR) já efetuou 56 detenções por incêndio florestal no presente ano de 2022, mais quatro do que em todo o ano de 2021 (52 detenções).

Em comunicado a GNR explica que foi feita uma denúncia por incêndio florestal na localidade de Taíde, Póvoa de Lanhoso, tendo os militares da Guarda se deslocado ao local “onde identificaram o autor do incêndio, de 45 anos, que tinha na sua posse um isqueiro utilizado para a ignição de vegetação existente junto do mesmo e com habitações próximas do local“.

Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Póvoa de Lanhoso e o detido será presente hoje, dia 19 de julho, a primeiro interrogatório para aplicação de medidas de coação.

O segundo caso, no concelho de Celorico de Basto, também partiu na sequência de uma denúncia que um popular teria visto o suspeito de 49 anos a tentar atear fogo a um terreno agrícola. Os militares da Guarda deslocaram-se para o local “onde verificaram que já tinha deflagrado um incêndio“. O suspeito foi retido pelo popular que o viu atear o fogo até a chegada dos militares da Guarda, culminando na sua detenção.

No decorrer da ação o suspeito assumiu ter sido o autor do incêndio, tendo ainda na sua posse um isqueiro, três papeis amarrotados, um dos quais queimado num dos cantos.

O detido vai ser presente a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Guimarães, para aplicação das medidas de coação.