O Rally de Portugal 2024 não vai passar por Vieira do Minho. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, ao Grande Jornal da RAA. A autarquia diz que foi “com perplexidade e grande surpresa” que recebeu a notícia da não inclusão na edição 2024 do Rally de Portugal.

Em comunicado, o município explica que a informação foi avançada na passada semana pelo ACP ao presidente do município de Vieira do Minho, com a justificação da obrigatoriedade imposta pelas equipas e pelo promotor de tornar o Rally mais compacto, diminuindo, desta forma, quilómetros nos troços de ligação entre as diferentes classificativas.

O edil refere que o formato final do Rally de Portugal 2024 ainda não foi oficialmente apresentado, porém o ACP, terá adiantado ao município que está a estudar a possibilidade de realizar um reagrupamento na sede do concelho, e que encetará todos os esforços para que em 2025 o Rally regresse à Serra da Cabreira.

O município de Vieira do Minho sublinha ter demonstrado “total disponibilidade, desde o ano de 2015, altura em que o Rally de Portugal regressou ao Norte de Portugal, para colaborar com todas as entidades envolvidas na sua organização“.

Se o Rally de Portugal se afirmou como um dos maiores fenómenos de popularidade do desporto português, para isso muito contribuiu o município de Vieira do Minho, com os seus troços a serem elogiados e considerados dos melhores do mundo. É unanime, entre todos os parceiros, o esforço e empenho dedicados pelo município de Vieira do Minho e pelos seus técnicos para a concretização e sucesso desta prova“, diz a autarquia de Vieira do Minho em comunicado.

Por estes motivos, dizem considerar que “esta decisão tomada e transmitida à última hora inaceitável e uma manifesta desconsideração para com os Vieirenses e, também, para com toda a população desta região que considera que a Serra da Cabreira tem dos mais míticos e espetaculares troços do Rally“. Ressalvam que, apesar de esta informação não ter sido confirmada pelos órgãos oficiais, mal tiveram conhecimento e apesar de não concordarem com a mesma, tudo fizeram para reverter esta decisão que apelidam de “injusta e discriminatória“.

O município lamenta ainda a “tristeza e desilusão” de todos os vieirenses, criticando “a crítica destrutiva que nada tem de verdade e sempre carregada de demagogia e aproveitamento político“.