A exposição “Memória: Totalitarismo na Europa” que está, desde dia 16 de fevereiro, em exposição no átrio do Hospital de Braga, está a gerar polémica. A União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) afirma-se “chocada e indignada e exprime o seu mais vivo protesto contra uma Exposição de perfil anticomunista e assente na falsificação histórica“.
A referida exposição, que já esteve em 19 países europeus, retrata os principais regimes opressivos e sangrentos da Europa durante o século XX, incluindo nazismo, fascismo e comunismo, através de painéis informativos e visuais.
A URAP defende, em comunicado, que a exposição está “eivada de mentiras” e que tem como “único objectivo de incendiar o ódio anticomunista entre os utentes, profissionais e visitantes do HBraga“. Exige ainda a retirada da “funesta” exposição que acusa de ser “anticomunista” e ter “contornos fascizantes inequívocos”.

A URAP questiona ainda a Administração Regional de Saúde do Norte, a Administração Central de Saúde, o Ministério da Saúde e o próprio primeiro-ministro, “se é possível tolerar e deixar passar, sem as devidas consequências, uma tão grave ofensa à Constituição da República Portuguesa que, implicitamente, rejeita acções de difusão e propaganda de ideias fascistas, não as permitindo em estabelecimentos públicos”.
Contactado pelo site O MINHO, o Hospital de Braga rejeita “veemente as insinuações efetuadas” e explica que a exposição foi acolhida “no âmbito de uma iniciativa cultural e democrática”, concluindo “o Hospital de Braga recebeu esta exposição no âmbito de uma iniciativa cultural e democrática, rejeitando veemente as insinuações efetuadas”.