O Facebook vai deixar de utilizar, na sua plataforma, o reconhecimento facial que permite identificar, desde 2010, pessoas com base em fotos ou vídeos publicados nesta rede social.

A empresa (que é detentora de redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp), informou também que vai suprimir a informação acumulada de reconhecimento facial relativa a mil milhões de utilizadores.

Mais de um terço dos utilizadores diários da Facebook ativaram o reconhecimento facial e podem ser reconhecidos“, especificou. Mais de mil milhões de modelos numéricos de reconhecimento facial vão, portanto, ser suprimidos.

Esta decisão inesperada significa que alguns instrumentos populares da rede vão deixar de funcionar, por exemplo, o algoritmo vai deixar de identificar as pessoas presentes em uma foto, quando alguém a publicar.

A empresa Facebook enfrenta uma série de acusações associadas à divulgação de documentos internos por uma sua ex-funcionária. Frances Haugen tem garantido, em declarações no Congresso dos EUA, no Parlamento Europeu e, agora, na Web Summit que decorre em Lisboa, que a empresa de redes sociais coloca os seus lucros à frente da segurança dos utilizadores.