No passado dia 5 de abril, a Quinta Cedro do Ave, em Santo Emilião, acolheu a apresentação pública da candidatura de Fátima Alves à presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso pela coligação “Juntos pela Nossa Terra”, que agrega social-democratas e democratas-cristãos povoenses.
Luís Montenegro, presidente do PSD, apadrinhou esta iniciativa e, perante uma plateia de cerca de um milhar de pessoas, iniciou a sua intervenção referindo: “Eu estou aqui para lhe dizer, Fátima, que nós, no PSD e no CDS, temos não só um grande orgulho e uma grande honra, mas sobretudo uma grande esperança na sua candidatura e estamos plenamente convictos que hoje se começou a escrever a história do futuro do concelho da Póvoa de Lanhoso”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.
Dirigindo-se a Fátima Alves, Luís Montenegro continuou a sua intervenção referindo que se trata de “alguém que junta qualidades que são fundamentais e difíceis de encontrar em simultâneo para o exercício desta função. Disponibilidade para ouvir… Alegria! A alegria é uma coisa que faz falta para quem quer trabalhar em prol da sociedade, em prol dos outros… É preciso estarmos de bem connosco para servirmos os outros… E se há coisa que se percebe na Fátima é isso. Ela está satisfeita com ela própria, com a sua família, com a sua envolvência e assim se sente mais inspirada para servir os outros…”.
O candidato a primeiro-ministro nas eleições de 18 de maio próximo aproveitou uma deixa de Fátima Alves para lançar uma investida sobre o seu principal adversário, Pedro Nuno Santos: “Disse ela que não estava aqui para fazer falsas promessas… Não estava aqui para prometer aquilo que não pode fazer… É curioso que ao mesmo tempo que a Fátima estava a falar alguém mais longe estava a apresentar o programa eleitoral para as próximas legislativas do dia 18 de maio e estava precisamente à boa maneira de um ex-primeiro ministro chamado José Sócrates a prometer tudo a toda a gente… Como se fosse exequível, responsável, estar de um momento para o outro dar tudo a toda a gente não tendo consciência que esse é o primeiro passo no caminho para o empobrecimento…”.
Luís Montenegro concluiu a sua intervenção lançando um apelo à plateia: Se votarem na coligação Juntos pela Nossa Terra “sabem que têm uma liderança forte, sabem que têm uma liderança competente, sabem que têm uma liderança que tem um caminho para cumprir, sabem que têm uma liderança transparente e sabem que têm uma liderança que conta com todos, que não deixa ninguém para trás…”.
O grande momento da tarde estava reservado para Fátima Alves. Apesar de não ter nascido na Póvoa de Lanhoso, Fátima Alves fez questão de referir que se sente uma povoense. “Esta terra acolheu-me de braços abertos, permitiu-me crescer pessoal e profissionalmente, construir a minha família e, acima de tudo, proporcionar às minhas filhas um lugar onde as raízes se transformam em história, em identidade e em futuro”.
A cabeça de lista da coligação “Juntos pela Nossa Terra” referiu que o projeto que lidera “representa a união de esforços por uma Póvoa de Lanhoso mais justa, mais próspera e mais inclusiva” no sentido de “transformar cada desafio em oportunidade, garantindo um futuro digno e sustentável para todos”.
Fátima Alves confidenciou que a decisão de se candidatar à presidência da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso nasceu de uma “profunda reflexão e de conversas sinceras com muitas pessoas, especialmente com a minha família”. Acrescentou que se sente “verdadeiramente preparada para esta caminhada” e que encara este desafio “com muito orgulho e sentido de responsabilidade”.
“Eu acredito na Póvoa de Lanhoso! Eu acredito nos povoenses!”. Foi desta forma enfática que Fátima Alves continuou a sua intervenção. Referiu-se aos povoenses como “um povo resiliente, forte como o seu granito azul e precioso como a sua filigrana. Aqui encontramos homens e mulheres de trabalho, de caráter firme e coração generoso, que fazem desta terra um exemplo de determinação e autenticidade. Estamos na Terra da Maria da Fonte…. onde o espírito destemido desta heroína nos ensina que a determinação e a união são poderosas ferramentas para enfrentar qualquer adversidade. Essa história de coragem e resiliência é uma fonte de motivação para todos nós. E para mim, que sou mulher, uma grande inspiração…”
Fátima Alves encara a sua candidatura como um projeto partilhado, onde ninguém é excluído. Reforçou que não se candidata contra ninguém, “mas sim a favor de todos os povoenses”.
Fátima Alves deu um enfoque especial à política de proximidade. E, neste particular, aos autarcas de freguesia que considera que estão “na linha da frente, conhecendo cada rua, cada família, cada anseio da sua população. O seu papel é vital, é fundamental na construção de um território coeso e dinâmico”. Mas para que possam cumprir com o objetivo de melhorar as condições de vida dos seus fregueses é imperioso que a Câmara Municipal lhes proporcione “recursos e o suporte necessários para desempenhar as suas funções com excelência”.
Fátima Alves referiu diz acreditar convictamente que o concelho da Póvoa de Lanhoso “tem um potencial imenso, mas para isso precisamos de uma liderança que saiba escutá-lo, que saiba valorizá-lo e que saiba projetá-lo para o futuro. Eu acredito que todos desejam mais oportunidades para os nossos jovens, mais apoio para os nossos idosos, mais dinamismo para o nosso comércio, mais investimento para o nosso tecido empresarial, mais valorização do nosso património. Eu acredito que todos querem uma Póvoa de Lanhoso forte, dinâmica e orgulhosa do seu presente e do seu futuro”.
Deixou uma palavra de apreço e gratidão às instituições concelhias que “desempenham um papel crucial no desenvolvimento e bem-estar da nossa comunidade” e que, sob a sua presidência, pretende que sejam “parceiros estratégicos do município”.
Deixou, por último, a promessa de que vai continuar a percorrer o concelho com toda a alegria, “de casa em casa, a ouvir e registar atentamente as preocupações e aspirações de todos os povoenses”.
“Uma terra onde as mulheres têm um papel relevante na nossa história comum”
Foi desta forma que Luís Carvalho, presidente da Comissão Política concelhia do PSD se referiu ao “movimento” que irá levar Fátima Alves a sentar-se na “cadeira do poder”. “Porque não se trata de uma mulher qualquer. A Fátima Alves é uma mulher com reconhecidas competências técnicas e políticas que muito contribuirão para a valorização do cargo que, estou certo, irá ocupar. É uma pessoa que tem vida antes e para além da política. É uma empresária de sucesso. Mas que também tem família. E nem o compromisso de educação das suas duas filhas menores a desvia do objetivo de fazer coisas positivas pela Póvoa de Lanhoso e pelos povoenses…”.
Luís Carvalho falou das próximas eleições autárquicas como uma oportunidade. “É imperioso colocar um travão na má gestão socialista do nosso concelho. Uma gestão que muito prometeu e, até ao momento, pouco ou nada cumpriu”.
Carla Góis, presidente da Comissão Política concelhia do CDS-PP, afinando pelo mesmo diapasão do seu homólogo do PSD, referiu na sua intervenção que “a política faz-se de pessoas e para as pessoas, e é essa proximidade que nos move e nos dá força para continuar a lutar por um concelho mais forte, mais justo e mais próspero”.