Os trabalhadores da administração pública realizam, esta sexta-feira, uma greve nacional para reivindicar direitos como o aumento de salários, a “valorização dos trabalhadores e melhores serviços públicos”.
De acordo com a Frente Comum (que convocou a paralisação), os setores mais afetados serão os de maior contacto com o público, nomeadamente escolas, hospitais e também serviços públicos.
“Aquilo que nos tem chegado dos locais de trabalho é que os trabalhadores vão aderir em força a esta greve”, revelou à Multinews, Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum.
Já há inclusivamente escolas a deixar um aviso aos pais, de que podem não ter condições para abrir nesse dia, por não saberem qual será a a adesão dos funcionários ao protesto: “Vimos informar que que, em virtude de ter sido anunciada uma greve de trabalhadores da Administração Pública, para sexta-feira, 12 de novembro, poderá não ser possível garantir o normal funcionamento”.
Prevê-se que os tribunais, assim como os serviços de recolha de resíduos sólidos (lixo) e alguns serviços de administração local sejam afetados, ainda que provavelmente com menos impacto, sublinhou.
Na semana passada, a Frente Comum já tinha confirmado que iria manter a greve de sexta-feira, sublinhando que a mesma “assenta na necessidade de dar resposta aos problemas dos trabalhadores da Administração Pública”.
“A recente não viabilização da proposta de Orçamento do Estado para 2022 que (…) não respondia às necessidades de valorização dos trabalhadores e dos Serviços Públicos, não é motivo para calar a luta por uma vida melhor e por melhores respostas às necessidades das populações”, referiu em comunicado.
Entre as exigências do organismo sindical estão “o aumento dos salários em 90 euros e a correção da tabela remuneratória única”; o “reforço dos Serviços Públicos e das Funções Sociais do Estado”; e a “valorização dos trabalhadores e das carreiras”.
