GNR da Póvoa de Lanhoso desmantela esquema de burla de empréstimos através do Facebook

A Guarda Nacional Republicana (GNR) da Póvoa de Lanhoso identificou, nos dias 28 e 29 de julho, três homens, com idades entre os 30 e os 40 anos, e uma mulher de 60 anos. Estes são suspeitos de levar a cabo burlas através da internet, na área metropolitana de Lisboa, no distrito de Faro e nos Açores.

A ação da força militar foi desencadeada por uma denúncia de burla de concessão de empréstimos pessoais através das redes sociais que remonta a dezembro de 2020. Com efeito, a autoridade levou a cabo uma investigação que permitiu apurar o ‘modus operandi’ dos suspeitos.

Os três homens e a mulher, refere a nota enviada às redações, faziam uma abordagem inicial junto dos supostos interessados, através do Facebook, e solicitavam transferências para pagamento de comissões e abertura de processo. As vítimas faziam as transferências que lhes eram pedidas, mas o suposto empréstimo não chegava a ser creditado nas suas contas.

Esta operação decorre no seguimento da identificação de três suspeitos pela GNR, em março deste ano, nos distritos de Aveiro, Faro e Lisboa. Ora, a força militar acabou por identificar mais quatro suspeitos de integrar este esquema e foram então levadas a cabo cinco buscas em residência e duas em estabelecimentos comerciais.

A GNR apreendeu, com efeito, diverso material de prova, desde documentação bancária e documentos manuscritos com prova de receção e depósitos de valores monetários de diversas proveniências. “Foram também apreendidos diversos equipamentos informáticos utilizados no esquema (telemóveis, computadores e tablets), para serem sujeitos a perícia técnica”, refere ainda o comunicado.

A autoridade estima que, com este esquema, os suspeitos tenham conseguido obter um “considerável proveito financeiro” ao enganar centenas de vítimas. “A análise da prova obtida, e pelo que foi apurado até ao momento na investigação, permite avançar que este grupo tenha obtido proveitos financeiros superiores a um milhão de euros”, assegura a GNR.

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