Apesar de o Orçamento do Estado para 2022 ter sido chumbado, o Governo confirmou a intenção de aumentar os salários da função pública em de 0,9%, em 2022.

A Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, comunicou nesta quarta-feira ao Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) a intenção de manter as principais medidas relacionadas com os salários dos funcionários públicos.

Pelo caminho ficam, contudo, medidas como o aumento de 50 euros do salário base da carreira técnica superior e a melhoria da posição de entrada dos trabalhadores com doutoramento.

Esta reunião com o Governo não trouxe nada de novo àquilo que tinha sido negociado nas últimas reuniões negociais, isto é, mantém-se a atualização da remuneração mínima mensal garantida e a atualização de 0,9% para todos os trabalhadores da Administração Pública“, disse a presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, no final de uma reunião com a equipa do Ministério da Modernização do Estado, em Lisboa.

Para a dirigente sindical, as medidas adotadas “estão de acordo com o momento político actual de eleições antecipadas e de dissolução da Assembleia da República”, embora considere que há margem para ir mais longe e actualizar o subsídio de refeição dos actuais 4,77 euros para os 5,20 euros.

Ao longo da tarde, a ministra ainda irá reunir com a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e com a Frente Comum, a dois dias da greve agendada para esta sexta-feira, 12 de Novembro.

Em 2021, houve aumentos de 20 euros na remuneração base da função pública, para os 665 euros, de modo a ficar igual ao salário mínimo nacional, e em 10 euros para os salários que se situavam entre os 665 e os 791,91 euros.

Nos últimos 12 anos, apenas em 2020 houve aumentos para todos os trabalhadores da Administração Pública, de 0,3%, em linha com a inflação.