No seguimento das notícias que davam conta da demissão de alguns chefes de equipa do Serviço de Urgência do Hospital de Braga, o mesmo vem, em comunicado, informar que “existem avanços positivos no diálogo” entre o Conselho de Administração com o Diretor do Serviço de Urgência e deste com os Chefes de Equipa.

O Conselho de Administração reitera, no mesmo comunicado, “que continua muito empenhado na resolução deste tema reforçando que, em momento algum, esteve ou está em risco a qualidade na prestação de cuidados de saúde à população e espera alcançar um consenso muito em breve“, acrescentando que “existe abertura para o reforço de médicos no Serviço de Urgência“.

No entanto, a RTP está a avançar que “Não há diálogo no Hospital de Braga”, explicando que “ao contrário do que a Administração do Hospital de Braga tem divulgado, não tem havido diálogo com os 16 responsáveis clínicos do serviço de urgência que apresentaram demissão em protesto contra a falta de condições de trabalho e o desinvestimento, nem o funcionamento desse serviço é normal“.

Estas informações vêm no seguimento da demissão de mais de metade dos chefes de equipa no serviço de urgência do Hospital de Braga — nove, de um total de 16 médicos — dos cargos de gestão que ocupavam. Em causa estará o número reduzido de médicos, o recurso constante a tarefeiros — colaboradores externos que prestam serviço no hospital — e a incapacidade de atender todos os doentes que acorrem aos serviços de urgência em Braga.