Teve inicio esta segunda-feira, em Guimarães, o Torneio de Retórica que vai contar com a participação dos alunos de todas as escolas secundárias de Guimarães: Secundária de Caldas das Taipas, Francisco de Holanda, Martins Sarmento e Santos Simões. O projeto é apoiado pela Câmara Municipal de Guimarães e tem como objetivo a prática da Retórica enquanto exercício cívico de argumentar e falar em público.

A primeira fase do projeto acontece a nível interno, em cada escola, entre janeiro e junho, através do processo de eliminatórias sucessivas, e as quatro finais, uma de cada escola, vão ocorrer no Teatro Jordão. A segunda fase, a ocorrer em setembro/outubro de 2022, acontecerá entre as turmas vencedoras das quatro Escolas, também no Teatro Jordão.

O Torneio de Retórica estrutura-se em três componentes: dimensão curricular, científica e pedagógica, a cargo das Escolas; dimensão logística, organizativa e de apoio institucional a cargo da Câmara Municipal de Guimarães e ASMAV (Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense), assegurando a autonomia pedagógica e curricular das Escolas.

O presente projeto envolve a totalidade das turmas do 11º ano do ensino secundário, científico-humanistas e ensino profissional, do concelho de Guimarães: 56 turmas, o que corresponde a uma mobilização de, sensivelmente, 1 350 alunos.

O Torneio de Retórica iniciou-se esta segunda-feira com a participação dos alunos da Escola Secundária Francisco de Holanda, na sede da ASMAV.

A Vereadora da Educação da Câmara de Guimarães, Adelina Pinto, explicou que “é importante alavancar este projeto e com maior dimensão” considerando que é “uma forma de contribuir para desbloquear os nossos jovens depois de um período de confinamento devido à pandemia da Covid-19”. A autarquia assume-se como “um agente facilitador para o desenvolvimento de competências que são extremamente importantes para o futuro dos nossos jovens, integrando ou não os programas curriculares”, ressalvou Adelina Pinto.

Em representação da ASMAV, Francisco Teixeira apontou que estes torneios já despertam “grande interesse em vários países da Europa e ainda nos Estados Unidos”, ressalvando que a grande novidade em Portugal é a realização deste tipo de debates nas escolas secundárias. “Estamos a criar uma componente de abertura à sociedade e fazer com que as escolas possam interagir entre si nestes debates”, salientou.