Maria da Fonte em destaque em Fafe e Póvoa de Lanhoso a 6 e 7 de abril

Em contagem decrescente para as celebrações dos 50 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974, Fafe e a Póvoa de Lanhoso vão receber, a 6 e 7 de abril, respetivamente, a opereta Maria da Fonte, uma iniciativa que vem relembrar os ideais de liberdade, emancipação feminina e de luta.

Trata-se de uma iniciativa Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP), que tem como objetivo recuperar o património histórico musical português. A Maria da Fonte foi escolhida no ano em que Portugal celebra os 50 anos do 25 de abril e, segundo explica a Drª Jenny Silvestre do LOP, pretende evocar a revolta desta personalidade, a única no feminino na história de Portugal. Uma revolta que “reclama o respeito e a luta contra o abuso de poder em prol da liberdade“.

[Declarações da Drª Jenny Silvestre do Laboratório de Ópera Portuguesa]

Fafe e Póvoa de Lanhoso recebem esta iniciativa a 6 e 7 de abril. No entanto, tratam-se de dois momentos distintos.

Em Fafe, a 6 de abril, pelas 16H, no Pavilhão Multiusos, vai ser representado o espetáculo opereta da Maria da Fonte com oito solistas e onze atores, acompanhados pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Artave. A opereta é uma comédia em três atos, escrita em português, com uma intriga que envolve a própria personagem Maria da Fonte, o seu amante Ludovino (um agricultor rico) e a sua irmã, Joana, assente em fortes suspeitas de traição; e de uma conspiração entre o administrador local, Vilar, e o abade Cortições, que se subentende ser pai da Maria da Fonte e da Joana, para enviar os rapazes para o exército e combaterem o povo. Os bilhetes podem ser adquiridos na ticketline.

No dia seguinte, a 7 de abril, no Teatro Clube da Póvoa de Lanhoso, pelas 16H, realiza-se uma conversa sobre Maria da Fonte e a desconstrução do processo criativo desta opereta de natureza cómica e satírica que contou com a Direção musical e edição de partitura do Maestro João Paulo Santos e Libreto moderno e encenação de Ricardo Neves-Neves.

À cerca da base do espetáculo, sabe-se que o libreto original foi escrito por Batalha Reis, Gervásio Lobato e João Francisco de Eça Leal, no entanto, nada se sabe do seu paradeiro. O encenador Ricardo Neves Neves, foi convidado a elaborar um libreto a partir das partes que constam da versão musical. As maranhas originais não se perderam na recuperação da opereta de escrita por Augusto Machado, estreada no Teatro da Trindade em 1879.

Este projeto é desenvolvido pelo Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP), tendo como parceiros estratégicos a Égide – Associação Portuguesa das Artes, o Município de Fafe, o Município de Póvoa de Lanhoso e como parceiros Institucionais, a APARM/Academia Portuguesa de Artes Musicais, o Centro Cultural de Belém, o OPART/Teatro Nacional de São Carlos, a Orquestra Artave, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Teatro do Elétrico.

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