O Mestre Adelino Ângelo recebeu a Medalha de Honra do Município de Vieira do Minho, Grau Ouro, durante a sessão solene evocativa da Revolução dos Cravos. O autarca Filipe de Oliveira enalteceu o papel do Mestre na criação de uma “consciência social” através da arte.
As celebrações do 50.º aniversário do 25 de Abril em Vieira do Minho ficaram marcadas por um momento de particular simbolismo: a homenagem pública ao Mestre Adelino Ângelo. No âmbito da sessão solene realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o artista foi distinguido com a Medalha de Honra do Município, Grau Ouro, a mais alta condecoração da autarquia.
A distinção foi entregue pelas mãos do presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, acompanhado pelo Presidente da Assembleia Municipal, António Lobo Gonçalves, que entregou o respetivo diploma. O momento, descrito como de “profundo significado“, serviu para enaltecer o percurso e o legado de uma das figuras mais relevantes da cultura contemporânea.
No seu discurso, Filipe de Oliveira sublinhou que a homenagem a Adelino Ângelo se cruza com os próprios valores da democracia e da liberdade celebrados nesta data. Para o autarca, o Mestre “não criou apenas arte, criou consciência“, destacando a capacidade do homenageado em dar visibilidade, através das suas telas, às dimensões humanas e sociais mais profundas da realidade.
O Presidente da Câmara reforçou ainda que a obra do Mestre é um exemplo de inclusão: “Uma sociedade verdadeiramente democrática não se mede apenas pelo progresso, mas pela forma como olha, respeita e inclui os mais frágeis“, afirmou, justificando o mérito da condecoração.
Além da homenagem central ao Mestre Adelino Ângelo, a cerimónia em Vieira do Minho cumpriu o protocolo oficial com o hastear das bandeiras perante a Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários e da Polícia Municipal, ao som da Sociedade Filarmónica local.
A sessão solene contou também com a participação do convidado de honra, Tenente-General Luís Nelson Santos, e de representantes das bancadas dos partidos da Assembleia Municipal. O espírito da Revolução dos Cravos foi evocado através da interpretação musical de “Grândola, Vila Morena”, fechando um capítulo de memória que se estendeu ao longo do dia com um encontro de Bandas Filarmónicas do concelho.