O Ministério Público (MP) e a Autoridade Tributária (AT) estão a fazer buscas no estádio do SC Braga e do Vitória de Guimarães, na manhã desta quarta-feira, avança o O MINHO aqui e aqui. Ambas as SAD foram alvo de buscas por suspeitas de negócios simulados entre clubes de futebol e terceiros, com valores a rondar os 15 milhões de euros

Esta ação realiza-se no âmbito do processo “Fora de Jogo”, que conta já com 130 arguidos. Em causa está um alegado esquema de comissões-fantasma milionárias pagas por clubes de futebol, através da emissão de faturas de serviços de intermediação fictícios, numa alegada fraude de cerca de 200 milhões de euros.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já confirmou que estão a decorrer, esta quarta-feira, cerca de duas dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias em instalações de Sociedades Anónimas Desportivas, em empresas e escritórios de advogados sem, contudo, revelar que são os visados das mesmas.

De acordo com o O MINHO, a Autoridade Tributária estará também a fazer buscas no escritório do empresário bracarense Bruno Macedo e casa do presidente vimaranense, Miguel Pinto Luz, e do ex-diretor geral, Carlos Freitas.

Gestifute de Jorge Mendes também é alvo de buscas

Também a empresa Gestifute, do empresário de futebol Jorge Mendes, está a ser alvo de buscas, esta quarta-feira, avança a SIC Notícias.

De acordo com este canal de televisão, o empresário está ligado aos clubes alvos de investigação e por isso é também visado nesta operação levada a cabo hoje pelo Ministério Público (MP) e Autoridade Tributária (AT).

Também foram realizadas buscas no escritório do empresário de futebol bracarense Bruno Macedo, que, recorde-se, foi detido no âmbito da Operação Cartão Vermelho, em que foi detido Luís Filipe Vieira, e mais recentemente na investigação que levou as autoridades ao estádio do FC Porto.

Operação ‘Fora de Jogo’

A operação ‘Fora de Jogo’ levou, a 4 de março de 2020, à constituição de 47 arguidos, 24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares, após buscas em várias entidades ligadas ao universo do futebol.

Entre os arguidos estão “jogadores de futebol, agentes ou intermediários, advogados e dirigentes desportivos”, especificou, então, a Procuradoria-Geral da República (PGR), sublinhando que “em causa estão suspeitas da prática de factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais”.

No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, efetuados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações”.

[Notícia atualizada às 12h42 e as 14h05]