O cantor e compositor Jorge Palma morreu na noite desta segunda-feira, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A morte foi confirmada pela família e pela agência do músico.

Jorge Palma, uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, morreu aos 76 anos, deixando uma carreira com mais de cinco décadas e uma obra que atravessou várias gerações.

A família anunciou a morte através das redes sociais, revelando que o músico faleceu na noite de segunda-feira, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Num comunicado, familiares e agência destacaram a sua extensa carreira e pediram que Jorge Palma seja recordado “pelas suas canções e palavras”

Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou a estudar piano aos seis anos e ingressou no Conservatório de Música de Lisboa aos 10. Na adolescência, afastou-se da música clássica e aproximou-se do rock e da música popular.

O seu percurso profissional começou ainda na década de 1970. Em 1971, integrou os Sindicato, grupo que participou na primeira edição do Festival de Vilar de Mouros. Em 1975 lançou o primeiro álbum, “Como uma viagem na palma da mão”.

Ao longo da carreira, editou 14 álbuns de originais e tornou-se conhecido por canções como “Deixa-me Rir”, “Frágil”, “Bairro do Amor”, “Dá-me Lume” e “Encosta-te a Mim”. O seu último álbum de originais, “Vida”, foi lançado em 2023.

Palma também participou em projetos como Palma’s Gang, Rio Grande e Cabeças no Ar, mantendo ao longo das décadas uma presença relevante na música portuguesa.

Em 2020, recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Lisboa e foi condecorado como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Já em abril de 2026, recebeu o Prémio Carreira dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa.

A notícia da morte provocou várias homenagens. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que “Jorge Palma parte, mas a sua música fica”, destacando o impacto das suas canções na cultura portuguesa e na memória de várias gerações.

A família de Jorge Palma informou ainda que serão divulgados posteriormente os detalhes relativos às cerimónias fúnebres.

Jorge Palma deixa uma obra de mais de 50 anos e um repertório que se tornou parte da história da música portuguesa.