O cantor e compositor Luís Represas morreu esta quarta-feira, 22 de julho, aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada através de um comunicado enviado às redações.

Em 2026, o artista assinalava 50 anos de carreira, uma data que pretendia celebrar com uma série de concertos especiais, tanto com os Trovante como a solo, revisitando os temas que marcaram várias gerações de portugueses.

Ao longo da sua carreira, Luís Represas destacou-se como uma das vozes mais reconhecidas da música portuguesa e colaborou com nomes de referência da música nacional e internacional, entre os quais Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown.

O músico teve também um papel ativo na defesa da causa timorense. Nesse âmbito, acompanhou o então Presidente da República, Jorge Sampaio, numa visita oficial a Timor-Leste, tendo sido posteriormente distinguido pelo Presidente Taur Matan Ruak com a Medalha da Ordem de Timor-Leste.

Em Portugal, foi agraciado em 2005 com a Ordem de Mérito, no grau de Comendador, em reconhecimento pelo seu contributo para a cultura e a música nacionais.

Além da música, Luís Represas dedicou-se à literatura infantil, tendo publicado, em 2010, o livro A Coragem de Tição, integrado no Plano Nacional de Leitura. Em 2019, recebeu o Prémio Pedro Osório, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo álbum Boa Hora.

À data da sua morte, Luís Represas apresentava o programa televisivo Língua Mãe e mantinha uma agenda ativa de concertos, continuando a levar a sua música ao público.

Com uma carreira de cinco décadas, Luís Represas deixa um legado incontornável na música portuguesa, marcado por canções que atravessaram gerações e por uma forte intervenção cultural e cívica.

Foto: Facebook Luis Represas