A propósito da nota de António Macedo na sua página da rede social Facebook – “A ouvir o programa da Rádio Alto Ave, no rescaldo das últimas eleições autárquicas”, o Director de Informação da Rádio Alto Ave, José Luís Machado, publica a seguinte nota:

Não sou cultor do Facebook – apenas me serve para poder consultar páginas institucionais e/ou associativas e pouco mais. Daí que não me teria apercebido, se não tivesse sido chamado à atenção, da nota crítica publicada na sua página (ou mural) pelo amigo Tomané Macedo (adiante TMM), que junto se publica em Copy/Past, a propósito da última conversa editada no domingo, 19 de Outubro, no Programa Falar D’Aqui da RAA, a Rádio do Concelho, que escutou, segundo diz, à hora do almoço, em família. No Programa foi posposto aos convidados fazer a análise e comentário dos resultados das eleições autárquicas do dia 12 no contexto nacional, regional e local, com um painel, já conhecido e apreciado, integrado pelos professores Armando Ferreira, Carlos Alberto Gonçalves e José Marques Fernandes, que tantos bons momentos de análise crítica, serena e esclarecida têm proporcionado aos ouvintes seguidores do Programa, como percebo pelo retorno (feedback) que me vêm dando ao longo destes já 35 anos de existência do F. d’Aqui – apenas, ocasionalmente, tendo em conta o assunto, foram também presentes convidados das áreas da Medicina e Serviço Social, entre outros.

Relativamente à apreciação do meu desempenho como moderador, é algo que sempre aprecio e registo como opinião respeitável. Só noto que, TMM, criticando a actuação que, diz, “demasiado interventivo” e “dando a sua [do moderador] opinião”, não tenha exemplificado, pois, um ouvinte atento notaria que não foram opiniões, mas registos para o discurso de quem falava, pois, nas raríssimas vezes em que uso opinião própria, aviso, como deve ser. O resto é forma e método do diálogo com os convidados.

Mas relativamente à apreciação dos convidados “sempre …os mesmos”, como diz. Como que ser “sempre os mesmos” fosse factor negativo. Isso é apenas presunção de TMM.

Pela razão de que são convidados nossos, e com muito gosto e gratidão, porque têm todas as competências exigidas, saberes e experiência reconhecidos, uma elevada compreensão do valor e interesse da Rádio do concelho e interesse verdadeiro na democratização do conhecimento e dos deveres de cidadania, prestando esta colaboração graciosamente e, algumas vezes, se não muitas, com prejuízo da sua vida familiar e compromissos sociais. São sempre os mesmos, os Professores Armando Ferreira, Carlos Alberto Gonçalves e José Marques Fernandes porque têm saber/saber, saber ser e saber estar, os requisitos que, acrescidos da sua inteligência emocional e urbanidade, lhes permite dar opinião, de forma elevada, independentemente das suas opções pessoais, respeitando as diferenças de personalidade e as opiniões do outro, sempre com o objectivo último de servir a sua Terra de Vieira, e, como o pedagogos que são, promover a literacia, em particular, dos seus conterrâneos, desinteressadamente, sem esperar pelouros, prebendas ou medalhas. Por isso a injustiça do julgamento de TMM, que, recordo é um promotor da Justiça na sua actividade profissional – e competente, não duvido.

Se posso, como mais anoso, dar um conselho ao amigo TMM direi: é redutor olharmos demasiado para o nosso umbigo. Subir à Serra da Cabreira e outras elevações geográficas da nossa Terra dá-nos mais horizontes.

Apenas uma nota final em jeito de P.S. (post scriptum):

No filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, realizador e actor, o personagem consegue trabalho numa linha de produção de uma fábrica. Na sua longa jornada de trabalho, a sua tarefa é apenas apertar cavilhas. Quando termina a jornada esse personagem continua o gesto que repetiu horas seguidas, incapaz de o parar e retomar a normalidade.

O julgamento fica para quem ler. Mas vale o tempo de ver o filme integralmente, que pode ainda ser encontrado nas plataformas dedicadas ao cinema.

JLMachado

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Publicação de Tomané Macedo (na integra):

A ouvir o programa da Rádio Alto Ave, no rescaldo das últimas eleições autárquicas.

Um programa conduzido pelo amigo Zé Luís Machado, num estilo que lhe é próprio há muitos anos, no meu entender, demasiado interventivo… interrompe muito nos melhores momentos dos convidados, dando, não poucas vezes as sua opinião, quando é o que menos importa em programa desta natureza.

Para participar neste programa foram convidados 3 vieirenses, ou pelos menos, estiveram presentes três individualidades sobejamente conhecidas de todos nós, por idades, José Marques Fernandes, Armando Ferreira e Carlos Gonçalves.

Estes programas, de inegável interesse público, reiteradamente, contam sempre com os mesmos convidados, entendo que não devia ser assim!

Na minha opinião,  deviam ser convidadas várias pessoas, apenas um representante por cada força política que concorreu à CM, mesmo os maiores perdedores teriam de ter direito à réplica sobre os resultados eleitorais, porque na verdade também  lhes dizem respeito, francamente, nestas coisas, não recebo lições de ninguém, não se compreende que fiquem de fora do debate representantes do CDS, Chega e da CDU, uma vez que dois convidados estão conotados com o PS e um com o PSD.

À frente …

Entendo que falou-se um pouco de outras realidades que pouco importava para a conversa, seguindo-se o alinhamento do programa, perdendo-se assim  tempo para aquilo que verdadeira importava analisar com mais profundidade, mesmo assim, ainda houve tempo para o professor Armando Ferreira colocar o dedo na ferida e dar conta pública daquilo que verdadeiramente mobilizou os vieirenses a votar em massa no amigo Filipe Oliveira há oito dias, só foi pena o ZLM o ter interrompido em determinadas alturas em que devia estar calado para que fosse desenvolvido o raciocínio…

A certa altura do programa ainda disse à minha mesa do almoço que se estivesse lá, no programa gravado na passada sexta, também tinha umas coisas a acrescentar, mas foi logo repreendido pela minha sogra… já deve ter ouvido falar que andam a assustar o pessoal com processos judiciais, lá tive de explicar que já não existe o crime de DELITO DE OPINIÃO, isso foram noutros tempos, por isso na noite de há oito dias tanto se gritou na Praça do Município, onde estive com tanto orgulho , LIBERDADE, LIBERDADE, LIBERDADE… e cantou-se o GRÂNDOLA VILA MORENA.

Já agora, 12 de Outubro de 2025 ficará registado na memória de muitos vieirenses, não esqueçamos esta data, aos eleitos, Honrem-na, agora é governar a favor de TODOS, desenvolvam o concelho de Vieira do Minho, criem reais condições para fixar as populações e bem-estar para todos os que resistem manter-se a viver nas TERAS DA CABREIRA.

Resto de bom Domingo