O potencial da resinagem na Cabreira

Cerca de 30 participantes conheceram, no pinhal-bravo no baldio da freguesia de Pinheiro, na Serra da Cabreira, a aposta que o município de Vieira do Minho e a Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC) estão a fazer na floresta do concelho, através da reativação da resinagem.

Vieira do Minho tem uma forte ligação ao pinheiro-bravo e atualmente assiste-se ao renascer da profissão de resineiro, com uma equipa de sete jovens motivados que diariamente se dedicam a esta atividade tradicional.

Para além do longo trabalho que realizam de pinheiro em pinheiro, limpando as bicas e recolhendo a resina, este grupo assume ainda o papel de sapadores florestais, ao trabalharem na gestão da floresta.

Nesta visita participaram proprietários florestais, técnicos com funções de gestão de pinhal, dirigentes públicos e privados com atuação no setor florestal.

Susana Carneiro, diretora executiva do Centro PINUS, acompanhou a visita ao pinhal sublinhando a “fonte de riqueza, emprego, conhecimento e um exemplo para outras pessoas e municípios“. A resinagem é uma atividade com “muito potencial“, ressalvou, caso haja uma aposta feita na floresta e no pinhal.

O presidente do município de Vieira do Minho, António Cardoso, acompanhou os trabalhos e reconheceu a importância desta iniciativa que permitiu dar a conhecer as motivações e os primeiros resultados desta atividade ligada ao pinheiro-bravo, que está a ser desenvolvida em unidades de baldio das freguesias de Cantelães e Pinheiro há cerca de dois anos. O autarca recordou a forte aposta do executivo na floresta do concelho e na sua promoção sustentável.

A saída de campo “o potencial da resinagem para o pinhal” foi coorganizada pelo Centro Pinus e a Resipinus, em parceria com o município de Vieira do Minho e a Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira no contexto do Projeto Integrado RN21 – Inovação na Fileira da Resina Natural para Reforço da Bioeconomia Nacional.

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