Professores vieirenses em greve: “Há dinheiro para corruptos e empresas falidas como a TAP, mas para aumentar professores não”

Os professores (e alguns funcionários não docentes) vieirenses estão, nesta manhã de quinta-feira, em greve, em frente ao Agrupamento de Escolas Vieira de Araújo (AEVA).

A recuperação do tempo de serviço, a vinculação tardia, o incumprimento do limite do horário de trabalho, a revisão do modelo de contratação, a criação de um regime especial de aposentação e salários justos são as principais reivindicações dos professores.

[Paulo Botelho, professor AEVA]
[dr: RAA]

Manifestações que duram há já alguns meses, acompanhadas de negociações com o Governo que não satisfazem os professores, que se dizem “cansados“, “injustiçados” e “desmotivados.

[Elsa Ribeiro, professora AEVA]
[dr: RAA]

É uma situação que se arrasta “há muitos anos“, diz Álvaro Silva, professor da AEVA, sublinhando ser muito injusta para uma classe profissional com muitas habilitações, que “se esforça muito“, que “leva muito trabalho burocrático para casa” e que acaba por não ter tempo para o essencial: “ensinar os alunos

[Álvaro Silva, professor AEVA]
[dr: RAA]

Ou vai ou racha!, dizem os professores. Depois de anos com as carreiras congeladas, com “cortes nos salários”, dizem ter chegado ao seu limite e não vão desistir. As negociações com o Governo parecem não satisfazer os manifestantes, que têm uma “péssima opinião dos políticos“, e que garantem passar “por cima dos sindicatos“, caso seja necessário. “Há dinheiro para corruptos e empresas falidas como a TAP, mas para aumentar professores não há, acusa Álvaro Silva.

Na segunda-feira arrancaram as paralisações por distrito, que se vão prolongar durante 18 dias, com Braga a receber manifestações esta quinta-feira. A greve foi convocada por uma plataforma de oito organizações sindicais: Fenprof, a ASPL, a Pró-Ordem, o SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU.

No que diz respeito às negociações com o Governo, o ministro da Educação afirmou, à RTP, que as conversas decorrem num ambiente “amigável” e “construtivo“, admitindo que não será possível um entendimento em todas as matérias.

Após apresentar propostas fortemente contestadas, o ministério da Educação (ME) agendou nova ronda negocial para esta sexta-feira

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