O Partido Socialista de Vieira do Minho veio, em comunicado, dar resposta à comunicação divulgada pelo PSD local, descrevendo-a como “clara desorientação política”.
Em comunicado, os socialistas referem que “Perante a exposição pública de fragilidades de gestão e situações acumuladas ao longo dos últimos anos, o PSD opta por atacar o novo executivo e o seu Presidente, numa tentativa evidente de desviar atenções.”
O PS começa por apresentar “os registos oficiais da contabilidade municipal relativos às feiras são objetivos. No que respeita à Feira da Ladra, encontram-se registadas receitas de 425€ em 2021, 12.170€ em 2022, 8.220€ em 2023, 11.865€ em 2024 e 6.310€ em 2025. Quanto à Feira do Fumeiro, os valores registados são de 0€ em 2022, 315€ em 2023, 0€ em 2024, 0€ em 2025 e 4.805€ na edição mais recente, já sob gestão do PS.”
Perante estes números, os socialistas levantam algumas questões: “Como se explica que, em vários anos, os valores efetivamente entrados na tesouraria municipal sejam tão reduzidos? Como se justifica que, em 2021, a Feira da Ladra tenha registado apenas 425€? Como se explica que a edição de 2025 tenha arrecadado quase metade do valor de 2024 — houve diminuição significativa do número de feirantes ou alteração do modelo de cobrança? E porque motivo a Feira do Fumeiro não registou entradas de receita direta durante vários anos e, apenas na edição mais recente, sob nova gestão, tenha registado 4.805€?”
No mesmo comunicado, o PS reitera que, na ultima sessão da Assembleia Municipal “o Sr. Presidente se referiu aos valores de receita da Feira do Fumeiro mas, por lapso, disse Feira da Ladra”, acrescentando que “Que justifique agora o PSD porque é que não davam entrada na contabilidade municipal as receitas da FEIRA DO FUMEIRO em vez de tentar distrair. Um lapso dá direito a um comunicado inteiro cheio de insultos, insinuações e juízos de valor, mas sobre os valores em concreto, nem uma linha!”
O PS apela ao presidente da Câmara que autorize a consulta de todos os dados na contabilidade da Câmara “para que os senhores vereadores Afonso Barroso, Carlos Branco e Ana Ribeiro possam tirar dúvidas, uma vez que parecem estar mal informados”.
Os socialistas recordaram “ainda que o atual executivo tornou pública a necessidade de regularização de faturas de água e saneamento em atraso, revelando dívidas acumuladas superiores a 800 mil euros ao longo de mais de uma década sem cortes no fornecimento. Em vez de assumir responsabilidades pelo passado, o PSD prefere a dramatização e o ataque pessoal”, questionando “Que justificação tem o PSD para esta acumulação de dívida? Não tinham conhecimento da mesma? Porque não atuaram em conformidade?
Seriam estes 800 mil euros irrelevantes para os cofres do Município?
Era assim que defendiam o interesse público?”
O PS afirma ficar a aguardar a queixa crime que os eleitos do PSD anunciaram “porque poderão aproveitar para esclarecer toda esta discrepância de números e a baixa receita (ou a sua ausência) nos eventos municipais.”
