Um “ataque ao Partido Socialista“. Foi assim que os dirigentes socialistas descreveram as declarações do presidente da Câmara de Vieira do Minho na conferência de imprensa dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, a respeito da ratificação do contrato de permuta do antigo quartel.

Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 26 de setembro, para “repor a verdade“, o Partido Socialista de Vieira do Minho lamentou o uso “do presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho para fazer um ataque baixo ao PS e aos seus dirigentes“.

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O PS mostrou-se “surpreendido” pelo facto do pagamento dos 43 mil euros em juros (contabilizados até dezembro de 2020) pelo empréstimo que a Associação contraiu para fazer face aos compromissos para com o novo quartel, não ter causado “qualquer constrangimento” ao presidente da AHBVVM, Carlos Branco.

Os socialistas fizeram questão de relembrar que, apesar das declarações de Carlos Branco, de que o “quartel não existiria se não fosse o presidente da Câmara“, o local do atual quartel, o seu projeto e respetiva candidatura, foram realizados entre “2009 e 2013, sendo presidente dos bombeiros o Dr. Fernando Dalot e presidente da Câmara, Dr. Jorge Dantas“.

Os socialistas defenderam que a conferência realizada na passada sexta-feiranão respondeu a nada em concreto“, pelo que voltaram a afirmar que a “ratificação do contrato foi tomada unilateralmente pelo presidente da Câmara, voltando a levantar várias questões: porque “razão foi feito o acordo extrajudicial, se havia uma ação executiva em curso, perdendo assim os juros devidos“; “se foi para acelerar o processo, porque demoraram tantos anos a avançar para tribunal“; “para quem perdeu tanto tempo a cobrar a dívida, porque abdicar agora do pagamento em juros?”; “não satisfeito com o perdão dos juros, porque aumentou a aptidão construtiva do prédio?”, mesmo o beneficiário sendo “um incumpridor?“; “se o construtor sabia que ia perder em tribunal, porque a Câmara Municipal perdoou os juros que seriam certos?” – concluindo e reiterando que o negócio foi “ruinoso” para o município.

No que concerne às taxas de construção e licenciamento que o autarca vieirense referiu que o município iria beneficiar, o PS defende que não se sabe quando e se o tal projeto vai ser realizado. Ressalvam que as referidas taxas iriam ser pagas de qualquer forma, porque a isenção das mesmas terminou em 2019.

O PS sublinha que apesar de os juros não estarem previstos na escritura inicial, como referiu o presidente da Câmara, eles são legalmente devidos em qualquer situação de incumprimento“.

O Partido Socialista de Vieira do Minho negou ainda, veementemente, ter feito qualquer queixa à Polícia Judiciária a respeito do referido tema, solicitando que António Cardoso informe “qual o conteúdo da queixa e qual o ilícito que a PJ investiga“.

O PS afirma que faz uma “política séria, responsável e com verdade” e que, apesar de o presidente da Câmara, “acusar o PS de mentir“, não conseguiu “provar nenhuma mentira do PS“.