Os vereadores do Partido Socialista de Vieira do Minho votaram contra o Orçamento Municipal (OM) para o ano de 2023. Segundo os socialistas o documento “não define nenhuma estratégia integrada de desenvolvimento para o concelho“. O Orçamento Municipal 2023 foi aprovado, pela maioria PSD, na reunião de Câmara realizada na quarta-feira, 16 de novembro.

[Pedro Pires (PS)]

Em comunicado, o PS de Vieira do Minho justifica os votos contra por “não define nenhuma estratégia integrada de desenvolvimento para o concelho, continuando uma política que não pensa no futuro dos Vieirenses“.

Os socialistas relembram as propostas que tinham apresentado para o OM 2023, mas que não foram consideradas no documento, acusando o município de preferir “gastar 13 milhões de euros em despesa corrente, que não para de aumentar“.

A isenção da tarifa fixa da água, saneamento e lixo foi uma das propostas apresentadas, mas que não foi incluída no documento, “preferindo [a Câmara] aumentar os preços da água, saneamento e lixo“.

O PS afirma que os 42.500€ destinados ao investimento na rede de saneamento, e os 10.000€ destinados à rede de água são “completamente insignificantes“.

Os vereadores socialistas lamentam que a criação de um Complexo Desportivo (com um campo de futebol com relvado sintético) que pudesse servir a formação do Vieira Sport Clube e restantes associações desportivas do concelho e população em geral não consta no documento, assim como a construção de uma Creche Municipal na Zona do Cávado não seja considerada para 2023.

O concelho de Vieira do Minho enfrenta uma grave carência a nível de resposta social de Creche, daí a criação de uma rede de Creches Municipais ter sido uma das medidas estratégicas apresentadas pelo PS nas últimas eleições autárquicas. Foram anunciadas creches em Cantelães e em Rossas, mas é urgente que entrem em funcionamento e que seja criada uma resposta na zona do Cávado“, referem em comunicado.

O partido refere ainda que “as verbas para as freguesias representarem uma pequeníssima parte do Orçamento e não haver um critério claro para a sua atribuição é outro fator de discordância“, reforçando que “as Juntas deveriam decidir o que querem fazer nas suas terras sem depender da vontade da Câmara. Não faz sentido defender a descentralização do Estado para a Câmara Municipal e não praticar a transferência de competências para as Juntas de Freguesia“.