O PSD de Vieira do Minho veio a público denunciar aquilo que chamam de “incoerência, manipulação política e falta de sentido institucional do Presidente da Câmara de Vieira do Minho“.
Em comunicado, os eleitos pelo PSD de Vieira do Minho repudiam a comunicação emitida pela Câmara Municipal, em nome do seu Presidente, Filipe de Oliveira, que representa “uma clara tentativa de manipulação política e de vitimização pessoal, feita à custa de uma instituição pública que deve servir todos os vieirenses e não apenas uma cor partidária“.
Os sociais-democratas afirmam ser “lamentável que o Presidente da Câmara utilize os meios e canais institucionais do Município para responder a um comunicado político do PSD, confundindo deliberadamente o papel da autarquia com a sua função partidária“.
Afirmam que o que está em causa é a verdade e a responsabilidade política — “não o orgulho pessoal do senhor Presidente“. Os sociais democratas de Vieira do Minho reafirmam que em momento algum caluniaram Filipe de Oliveira, acrescentando que se limitaram a reagir a declarações amplamente divulgadas pela comunicação social. “É no mínimo irónico que o Presidente fale agora em defesa da sua honra, quando o seu partido atacou diretamente os vereadores do PSD, insinuando que estes seriam responsáveis pelo atraso no pagamento dos salários dos Sapadores Florestais — uma acusação falsa e injusta.“, acusa o PSD.
Os sociais-democratas referem ainda que “Se o Presidente da Autarquia entende que as suas próprias palavras lhe causaram incómodo, deve assumir as suas responsabilidades em vez de atacar quem cumpre o papel democrático de fiscalizar“, acrescentando que “Filipe de Oliveira, enquanto vereador da oposição, votou sistematicamente contra os apoios municipais à APOSC, apoios esses fundamentais para garantir o funcionamento e a manutenção das equipas de Sapadores Florestais. Hoje, tenta apresentar-se como defensor da causa que outrora rejeitou, demonstrando um evidente oportunismo político e uma falta de coerência“.
O comunicado termina dizendo ser “igualmente preocupante que o presidente da Câmara prefira publicar comunicados de autodefesa em vez de apresentar soluções concretas para os problemas que afetam o concelho“.