Os eleitos do PSD na Câmara Municipal de Vieira do Minho criticaram duramente a reestruturação interna aprovada pelo Executivo na última reunião descentralizada, em Salamonde. Em comunicado, os sociais-democratas alertam que o novo Organograma, o Mapa de Pessoal e os regulamentos de serviços alteram profundamente a organização da autarquia e põem em causa o desenvolvimento económico e social do concelho.
Segundo o PSD, “não foi apresentada qualquer fundamentação técnica ou estratégica que demonstre a necessidade desta reorganização, nem os benefícios concretos que dela resultarão para os munícipes“. Acrescentam que a nova estrutura orgânica faz desaparecer áreas estruturantes como o Turismo, a Floresta e o Desporto, setores que o partido classifica como “fundamentais” para a dinâmica do território vieirense.
Outro dos alvos da contestação é a extinção da Direção Intermédia do Planeamento Urbanístico. O PSD considera esta decisão “igualmente preocupante“, sublinhando que se trata de uma área essencial para acompanhar o crescimento do concelho, gerir os processos de licenciamento e captar investimento.
A oposição avisa ainda que este desinvestimento na estrutura do Urbanismo pode colocar em risco processos cruciais em curso, com destaque para a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
Em sentido inverso ao corte nas áreas do desenvolvimento económico e do planeamento, os sociais-democratas denunciam o que chamam de uma inversão de prioridades por parte do Executivo.
“O Executivo opta por reforçar as áreas da Proteção Civil e da Polícia Municipal, aumentando o número de cargos dirigentes associados a estes serviços”, apontam os eleitos do PSD.
Para o partido da oposição, esta reestruturação demonstra uma clara falta de visão estratégica para o futuro de Vieira do Minho, ao optar por inflacionar a máquina burocrática e de fiscalização com mais cargos de chefia, enquanto desprotege e retira peso institucional a setores económicos que criam riqueza e fixam população, como o Turismo e a Floresta.