A Ponte do Bôco deverá ver o seu processo de requalificação iniciado já no próximo mês de fevereiro, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho.

Os municípios de Vieira do Minho e Amares firmaram, no passado dia 5 de julho de 2021, o protocolo para a reabilitação e requalificação da Ponte do Bôco, num investimento de 424.970,00 euros.

Trata-se de uma infraestrutura que está encerrada ao trânsito há cerca de dois anos devido a questões de segurança, decorrente da sua degradação estrutural. A intervenção prevista visa a reabilitação estrutural desta ponte, possibilitando que a mesma, após intervenção, permita a circulação sem qualquer tipo de restrição de peso.

Em declarações à Rádio Alto Ave, António Cardoso esclareceu que houve quatro concorrentes para a concretização da obra e que, no seguimento da manifestação da autarquia da entrega da obra a uma dessas empresas, houve duas reclamações por parte de duas concorrentes. Técnicos terão analisado essas queixas, foi emitida uma “nova listagem dessas mesmas empresas” de acordo com os critérios técnicos e estão agora “a aguardar se há ou não mais reclamações“.

António Cardoso admitiu esperar poder entregar a obra “neste mês de janeiro, princípios de fevereiro” para que a mesma possa ter início assim que possível.

A Ponte de Bôco, situa-se sobre o Rio Cávado, foi contruída em 1908 e faz ligação entre as freguesias de Parada de Bouro, em Vieira do Minho, e de Santa Maria de Bouro, em Amares, tendo sido a primeira ponte a ser erguida em betão armado no distrito de Braga.

De um só arco e com 33 metros de cumprimentos, é considerada uma das mais antigas pontes de betão armado em utilização no nosso país, e uma das mais velhas da Europa. Foi projetada pelo Arquiteto M. Sebastião Lopes e construída pela empresa dos engenheiros construtores Moreira de Sá & Malevez, concessionários em Portugal do sistema patenteado Hennebique de 1882.