A Concelhia do Partido Socialista (PS) de Vieira do Minho criticou duramente as recentes posições do PSD sobre o processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), acusando os sociais-democratas de falta de rigor e de tentarem desviar responsabilidades sobre os atrasos verificados.
Em comunicado, o PS rejeita as acusações do PSD de que o atual Executivo municipal está há oito meses sem resolver o impasse relacionado com a revisão do PDM. Segundo os socialistas, o processo esteve retido na tutela governamental e apenas regressou ao Município a 7 de abril de 2026, por decisão do Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território.
De acordo com o PS, a Câmara Municipal tem o processo em sua posse há pouco mais de dois meses, considerando injustas as críticas que exigem uma solução imediata para um problema que classificam como juridicamente complexo.
Os socialistas destacam ainda que foi um Governo da República liderado pelo PSD que recusou ratificar a proposta de revisão do PDM e devolveu o processo ao Município para correções. Para o PS, esta decisão demonstra que o documento apresentava falhas significativas que necessitavam de ser corrigidas.
No comunicado, o partido acusa o anterior Executivo municipal, liderado pelo PSD, de ter aprovado a proposta apesar de conhecer os problemas existentes. O PS sustenta que as situações identificadas vão além de simples desconformidades técnicas, alegando que existem violações dos Planos de Ordenamento das Albufeiras da Caniçada e do Ermal.
A estrutura socialista considera ainda contraditória a posição do PSD ao admitir como hipótese a manutenção de algumas das situações que estão na origem do bloqueio do processo.
O PS apela ao atual Executivo municipal para que mantenha uma postura assente na legalidade e na transparência, defendendo a correção dos problemas identificados antes da conclusão da revisão do PDM.
Por fim, os socialistas respondem às críticas do PSD sobre a divulgação de comunicados políticos, afirmando que os vieirenses estão sobretudo cansados de promessas não concretizadas e de expectativas que, na sua perspetiva, foram criadas ao longo dos anos sem resultados efetivos.
