Os 20 sapadores florestais de Vieira do Minho vão regressar ao trabalho na próxima segunda-feira, depois de terem suspendido funções devido a salários em atraso. A decisão surge após a Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira (APOSC), entidade responsável pelas equipas, assumir o compromisso de liquidar os vencimentos em falta até ao final de maio.
Segundo declarações prestadas à agência Lusa, o presidente da APOSC, João Paulo Ribeiro, garantiu que os salários referentes aos meses de abril e maio serão pagos “até ao final do mês”.
A paralisação dos sapadores provocou preocupação no concelho, numa altura de preparação para a época crítica de incêndios rurais. As quatro equipas, compostas por 20 operacionais, tinham suspendido a atividade devido à falta de pagamento dos ordenados e a dificuldades relacionadas com seguros e financiamento da associação gestora.
O caso originou ainda uma troca de acusações entre a APOSC e a Câmara Municipal de Vieira do Minho. O município atribui a situação a problemas de gestão interna da associação e revelou estar a preparar a integração dos trabalhadores nos quadros da autarquia. Já a APOSC acusa responsáveis políticos locais de perseguição e denúncias sucessivas contra a instituição.
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) confirmou que está a acompanhar o processo, sublinhando a importância dos sapadores florestais na prevenção e combate aos incêndios rurais.
