Sébastien Ogier vence 57.º Rally de Portugal. Armindo Araújo foi o melhor português

Sébastien Ogier (Toyota) venceu a 57.ª edição do Vodafone Rally de Portugal, com uma das mais curtas diferenças registadas entre os dois primeiros – 7,9 segundos. O francês tornou-se no mais bem-sucedido piloto da prova, o mesmo acontecendo com a Toyota entre as marcas. Kris Meeke venceu na prova do Campeonato Portugal de Ralis. Armindo Araújo foi, pela 13.ª vez, o melhor dos pilotos nacionais.

Mesmo após oito títulos, 60 vitórias e 101 pódios, Sébastien Ogier ainda consegue surpreender no WRC. Este domingo, com Vincent Landais como navegador, o francês entrou para a eternidade e tornou-se no piloto mais bem-sucedido da história do Vodafone Rally de Portugal, superando o recorde de Markku Alén, que durava desde 1987. Um total de seis vitórias (nas edições de 2010, 2011, 2013, 2014, 2017 e 2024) e com quatro marcas diferentes: Citroën, Volkswagen, Ford e, agora, Toyota.

Já a Toyota somou o nono triunfo – os último cinco consecutivos – destronando a Lancia como a marca com mais sucessos da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

Foi no sábado, na etapa disputada no norte do país, que o francês assumiu a liderança do Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Toyota sofreu a forte oposição de Ott Tänak – 18,1 segundos foi a diferença mais expressiva entre os dois – mas durante o dia de sábado e de domingo foi gerindo, de forma perfeita, esses escassos segundos de vantagem. No domingo, durante o reagrupamento em Vieira do Minho, em declarações à RAA, o piloto mostrou-se satisfeito pela sua prestação e pela quase certa vitória:

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Já Ott Tänak, com a melhor exibição da época, tudo fez para reeditar a vitória de 2019 no Vodafone Rally de Portugal. O piloto da Hyundai foi o mais rápido em cinco classificativas, mas quedou-se a escassos 7,9 segundos do líder. “Definitivamente, foi um fim-de-semana exigente. Tentámos o nosso melhor, mas quando vais ao ataque, mas não te sentes totalmente confortável no carro, isso reflete-se no resultado”, afirmou o estónio.

Com o terceiro lugar, o líder do WRC e vencedor da edição 2018 da prova portuguesa, Thierry Neuville, somou preciosos pontos para o campeonato e até aumentou a vantagem para os mais diretos adversários, na sequência da vitória na Wolff Power Stage. “Sabíamos que não ia ser um fim-de-semana fácil, mas tivemos um rali isento de problemas. Eu ataquei o máximo que pude. Obrigado à equipa por ter-nos proporcionado com um carro fiável.”

[fonte: eWRC)

Encontro marcado para 2025 e 2026, confirmada que está a continuação da prova portuguesa no Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC).

Armindo Araújo primeiro entre os portugueses

Entre os pilotos nacionais, Armindo Araújo (Skoda) foi – pela 13.ª vez, as últimas seis consecutivas – o melhor entre os portugueses, sendo o 17.º da geral e o 11.º classificado entre os Rally2.

Os campeões nacionais em título, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Hyundai), com uma etapa inaugural marcada por problemas, foram segundos entre os portugueses, seguidos de Hélder Pereira/Hugo Miranda (Peugeot), os primeiros entre os duas rodas motrizes.

Kris Meeke vence CPR

Kris Meeke (Hyundai i20) venceu a prova pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). O piloto norte-irlandês terminou o dia com 1,24 minutos de vantagem sobre José Pedro Fontes (Citroën C3), que foi o segundo classificado do CPR e melhor português, e 1.33,3 minutos sobre Armindo Araújo (Skoda Fábia), que foi terceiro.

[foto: Paulo Maria / DPPI via ACP]

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