Arranca esta sexta-feira o novo sistema Volta, um modelo nacional de recolha de embalagens de bebidas que passa a atribuir valor monetário às garrafas e latas devolvidas. A medida entra em vigor a 10 de abril de 2026 e faz parte de uma estratégia para aumentar a reciclagem e reduzir o lixo no espaço público.

O funcionamento é simples e semelhante a outros países europeus:

  • Ao comprar uma bebida (em garrafa de plástico ou lata), o consumidor paga mais 0,10€ de depósito;
  • Depois de consumir, pode devolver a embalagem num ponto autorizado;
  • O valor pago pelo depósito é devolvido ao utilizador.

Há que ter em atenção que as embalagens têm de ter um símbolo específico “Volta”, que indica que fazem parte do sistema.

As máquinas funcionam de forma automática: recebem a embalagem, verificam o código e depois emitem o reembolso (em dinheiro, voucher ou outros formatos).

A devolução pode ser feita em vários locais, nomeadamente máquinas automáticas em supermercados, quiosques próprios e cafés, bares e restaurantes aderentes.

De acordo com o site da iniciativa, o sistema deverá contar com milhares de pontos de recolha em todo o país.

Que embalagens são aceites?

O sistema aplica-se a:

  • Garrafas de plástico;
  • Latas de alumínio ou metal;
  • Embalagens até 3 litros.

Ficam de fora, por exemplo, vidro, pacotes tipo Tetra Pak e bebidas com elevado teor de leite.

Depois de devolvidas, as embalagens são recolhidas, separadas e tratadas e enviadas para reciclagem.

    O objetivo é que os materiais sejam reutilizados para criar novas garrafas e latas, fechando o ciclo de produção.

    O projeto pretende aumentar a reciclagem de embalagens, reduzir o lixo nas ruas, melhorar a qualidade e os materiais reciclados e envolver os cidadãos na economia circular.

    Portugal tem como meta atingir cerca de 90% de recolha destas embalagens até 2029.

    Em Vieira do Minho, existe já uma máquina Volta no supermercado Pingo Doce: