A Sociedade Filarmónica de Vilarchão (SFVC) de Vieira do Minho comemorou este sábado a efeméride dos 195 anos de existência.
Do programa fez parte a homenagem ocorrida de manhã no cemitério local, aos músicos, dirigentes e associados falecidos, assim como uma missa solene na Igreja Paroquial com todos os presentes neste momento de relevo.
No final da cerimónia religiosa tomou a palavra o presidente da Assembleia Geral, Tenente-Coronel Pinto da Costa, o qual agradeceu a presença das autoridades civis e militares referindo-se à SFVC como uma coletividade “mui nobre, ancestral e quase bissecular, a mais antiga do país, sem interrupção de atividade.”
A SFVC, nas suas palavras, continua a ser uma “instituição de cultura, de formação de crianças, de jovens e de menos jovens, na sabedoria musical filarmónica” mas também uma “escola do culto da honra, da seriedade e da ética”.
Referindo-se à construção da Casa da Cultura em Vilar Chão, equipamento cultural que albergará a sede da coletividade, mas também um museu etnográfico com doações e empréstimos de todos os interessados, foi sugerida a criação de uma “Ala da Memória” dedicada aos ex-Combatentes do Ultramar, mas também o depósito, se for esse o entendimento da autarquia, do espólio do Capitão de Abril, Tenente-General Franco-Charais onde se inclui, por exemplo, a cedência de 15 a 20 pinturas da sua autoria.

O vasto espólio da SFVC também terá de ter um espaço digno para ser exposto, preservado e estudado.
Os habitantes de Vilarchão têm orgulho na sua banda e por isso o Tenente-Coronel Pinto da Costa afirmou: “Quem tem orgulho de ser de Vilarchão ou de gostar desta terra, sente a sua Banda de Música, como uma espécie de segundo coração, que, tal como o biológico, não pode parar de bater.”
Durante a tarde decorreu um farto almoço na Quinta do Farejal (Pinheiro) e foi prestada sentida homenagem ao maestro cessante, Tiago Carvalho.
Neste momento festivo foi apresentado o novo maestro, Lourenço Cruz, o qual recentemente foi galardoado com o Diamond Prize, na categoria de Direção de Banda, no “Erik Satie International Music Competition”.
[Texto/créditos: Carlos Manuel Dobreira]