A Comissão Europeia divulgou, recentemente, uma recomendação sobre a importância de os membros da União Europeia se munirem com um kit de sobrevivência. Da lista, faz parte um rádio portátil a pilhas. Pela sua importância, o rádio portátil há muito que faz parte dos kit de emergência em Portugal, tendo sido reforçado na recomendação pública da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A ANEPC recomenda que o kit de emergência tenha “um estojo de primeiros socorros, medicação habitual, água e comida não perecível, produtos de higiene pessoal, muda de roupa, rádio, lanterna, apito, carregador/powerbank para telemóvel, contacto de familiares e amigos, cópia de documentos importantes e algum dinheiro”, guardado numa mochila (o suficiente para “três dias”).

O kit deve ser usado nas primeiras horas ou dias depois de um acidente grave ou catástrofe, “caso a prestação do socorro e o fornecimento de bens e serviços essenciais estejam afetados”.

O rádio é o único veículo de comunicação que continua a funcionar mesmo sem energia ou internet, devido às características únicas (ondas/ frequências de rádio) que possuí, permitindo a possibilidade das autoridades locais, como a Proteção Civil e os serviços de emergência transmitirem instruções e atualizações de segurança essenciais, durante situações de calamidade, sublinha a Associação Portuguesa de Radiodifusão.

Os rádios a pilhas ou dínamo não dependem de eletricidade, permitindo que as pessoas se mantenham informadas mesmo sem energia, pelo que é crucial para a sobrevivência e segurança durante uma catástrofe.