A Universidade do Minho (UMinho) vai passar a garantir apoio psicológico aos estudantes que sejam vítimas de violência e assédio sexual. A instituição vai ainda aprovar um conjunto de medidas com o objetivo de prevenir e combater “todas as formas de violência”.

Admitindo que “os instrumentos de que a Instituição dispõe não se revelaram suficientes para prevenir” as situações que têm sido tomadas públicas, a UMinho tomou um “conjunto de medidas, valendo-se dos seus recursos humanos e de estruturas qualificadas e com larga experiência nesta matéria, que no imediato e a médio prazo podem contribuir para o objetivo da prevenção e do combate a todas as formas de violência”.

Desta forma, a Associação de Psicologia (APsi-UMinho), da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, vai passar a prestar um “serviço especializado de apoio a pessoas que na comunidade universitária sejam vítimas de violência, assegurando rapidez na resposta e sigilo absoluto, garantindo, ainda, o envolvimento de profissionais qualificados”.

O endereço eletrónico: crise-APsiUMinho@apsi.uminho.pt, será dedicado à receção de denúncias de casos de violência no âmbito da comunidade universitária, que serão “tratadas com o adequado rigor e sigilo, salvaguardando o anonimato de quem denuncia”.

A UMinho vai proceder ainda à constituição de um Grupo de Missão para a Elaboração de Orientações de Prevenção e Combate ao Assédio na Universidade do Minho, constituído por: Marlene Matos, Professora da Escola de Psicologia; Helena Machado, Professora do Instituto de Ciências Sociais; Pedro Jacob Dias, Professor da Escola de Direito; Margarida Isaías Ferreira dos Santos, Estudante do Mestrado Integrado em Medicina; Eloy António Santos Cordeiro Rodrigues, Diretor da Unidade de Serviço de Documentação e Bibliotecas. Este grupo terá, até 15 de janeiro, de apresentar um conjunto de “orientações capazes de informar a Estratégia da UMinho para a Prevenção e o Combate ao Assédio”.