A Via Verde anunciou, em dezembro passado, que em 2022 passaria a haver uma separação entre o serviço de portagens nas autoestradas e as restantes funcionalidades que a empresa disponibiliza aos seus clientes. A decisão gerou polémica e originou críticas por parte da DECO e da Automóvel Club de Portugal (ACP) que, inclusive, avançou para a via judicial.

Tal como a Rádio Alto Ave noticiou na altura, as alterações que vão começar em abril serão para os clientes que pagam uma mensalidade pelo identificador, passando a existir dois modelos de subscrição: Via Verde Autoestrada e Via Verde Mobilidade.

Segundo o presidente da Via Verde, Eduardo Ramos, disse ao Notícias ao Minutoquem tem identificador comprado ao longo dos anos e que ainda se encontre a funcionar” não vai ver alterações algumas.

Entre 5 de janeiro e 31 de março, os clientes que pagam a mensalidade do identificador vão poder usufruir dos serviços sem qualquer alteração de preço. A partir dessa data “se os clientes quiserem continuar a ter os serviços adicionais em ambiente concorrencial, visto que há outras ofertas no mercado, terão [de pagar] um preço de 50 cêntimos por mês“, explicou Eduardo Ramos.

Caso não queiram pagar esse acréscimo pelo modelo de subscrição Via Verde Mobilidade – que inclui os serviços adicionais, como estacionamentos, abastecer o carro ou até para fazer outras compras – os clientes têm que demonstrar esse interesse à empresa.

Estas alterações continuam a causar muita polémica, sendo que na semana passada, a ACP anunciou que tinha acionado os meios judiciais e legais visando a “reposição da normalidade” da adesão ao serviço Via Verde, perante a alteração das condições gerais de adesão a este serviço que foi remetida aos utilizadores.

Leia a entrevista que o presidente da Via Verde, Eduardo Ramos, deu ao Notícias ao Minuto, aqui.