A Via Verde, do grupo Brisa, vai passar a separar o pagamento de portagens dos restantes serviços a partir de 2022, avança esta terça-feira o Dinheiro Vivo.
Até agora, os 2,7 milhões de aderentes à Via Verde usavam o mesmo identificador para pagar as portagens nas autoestradas sem parar o veículo e, por exemplo, pagar estacionamento. No entanto, a partir de 5 de janeiro, vai passar a haver um serviço só para pagar portagens, o Via Verde Autoestrada e um outro que engloba os restantes serviços, o Via Verde Mobilidade.

Se o serviço só para portagens não for suficiente, terá de optar pela Via Verde Mobilidade, que engloba serviços como parques de estacionamento cobertos ou na rua sem ter de usar a máquina, carregar veículos elétricos ou compras no McDonald’s são algumas das opções que transitam para a nova modalidade.
A Via Verde está a transferir os atuais clientes para o novo serviço (caso não o queiram, terão de o comunicar por escrito), que será mais caro do que a opção apenas com portagens.
As mudanças começam a ser sentidas a partir de 1 de abril: se preferir fatura sem papel, pagará 99 cêntimos por mês ou 11,65 euros por ano; se preferir o extrato em suporte físico, a despesa varia entre 1,49 euros (mensalidade) ou 17,40 euros (anuidade).
Quem só usa identificador alguns meses por ano (Via Verde Leve) terá sempre portagens e outros serviços de mobilidade incluídos – o que terá consequências no preço.
Atualmente, a mensalidade varia entre 70 cêntimos (extrato digital) e 1,20 euros (extrato em papel). Os atuais aderentes, a partir de abril, passarão a pagar 1,25 euros por mês (fatura digital) ou 1,75 euros (conta em papel).
Os novos preços entram em vigor a partir de 5 de janeiro para todos os novos aderentes à Via Verde.
[…] Via Verde anunciou, em dezembro passado, que em 2022 passaria a haver uma separação entre o serviço de portagens […]