Entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, Salamonde prepara-se para receber mais uma edição do já emblemático “AI ARTUUUUR!”, um evento que ultrapassou as fronteiras da freguesia para se afirmar como um dos maiores fenómenos carnavalescos da região. Aqui, o terror não assusta — diverte. E o luto é apenas o início da festa.
Organizado pela Associação Recreativa Rufeiros de Pena Má e pela Junta de Freguesia de Salamonde, com o apoio do Município de Vieira do Minho, o evento promete quatro dias intensos onde o misticismo se cruza com a irreverência típica do Entrudo.
Quatro noites, uma só energia
O cartaz de 2026 aposta forte na animação noturna e num alinhamento musical pensado para manter as ruas ao rubro.
Entre os nomes confirmados destacam-se:
Cozta, o DJ que regressa para repetir a receita de pistas cheias e ritmos contagiantes;
DJ’s Echo Sound, especialistas em elevar a fasquia da energia;
Luis Marinho, com uma seleção musical versátil e preparada para agradar a diferentes gerações
A estes juntam-se Cinfarra, Sol & Dó, Dan Mike e Biggie, compondo uma banda sonora eclética que promete não deixar ninguém parado.
O ritual que dá nome à festa
Mas se há momento que define o “AI ARTUUUUR!”, é o já célebre Velório do Artur.
Entre a teatralidade e a sátira, o ritual transforma-se num espetáculo coletivo onde o luto encenado rapidamente dá lugar à gargalhada e à crítica bem-humorada. O desfile pelas ruas da aldeia é o ponto alto de um Carnaval que assume, sem reservas, a sua identidade de “Carnaval de Terror”.
É esta mistura improvável — tradição, irreverência e encenação — que tem atraído milhares de visitantes ao longo dos anos, revitalizando costumes locais com uma abordagem moderna e ousada.
Um destino obrigatório no mapa do Carnaval
Em Salamonde, a alegria é regra e o terror é apenas o pretexto.
Durante quatro dias, as ruas pitorescas transformam-se num palco onde moradores e visitantes partilham a mesma missão: celebrar sem reservas. O “AI ARTUUUUR!” 2026 volta assim a confirmar que, no coração de Vieira do Minho, o Carnaval vive-se de forma diferente — mais intensa, mais teatral, mais memorável.

Vídeo e foto: Org. AI ARTUUUUR