António Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, revelou estar “cético” com os apoios reservados do Plano de Recuperação e Resiliência para a Proteção Civil.
Presente na reunião do Governo com os autarcas da região norte (que decorreu em Guimarães na semana passada), para debater a prevenção dos incêndios rurais e conhecer os fundos europeus disponíveis em matéria de Proteção Civil, o edil sublinhou a necessidade e importância de apoios neste âmbito em concelhos rurais como Vieira do Minho.
No entanto, António Cardoso não se mostrou convencido que esses apoios vão chegar, de facto, aos territórios “que bem os mereciam”.
O autarca referiu Vieira do Minho “é um exemplo” em termos de prevenção de incêndios, referindo que o orçamento municipal reserva 5% – cerca de meio milhão de euros – para a Proteção Civil: Bombeiros Voluntários, Sapadores da Associação para o Ordenamento da Serra da Cabreira, vigilância diária das freguesias.
De acordo com o Ministério da Administração Interna, o Plano de Recuperação e Resiliência reserva cerca de 20 milhões de euros para a área da Proteção Civil, dos quais 12,6 milhões de euros para a aquisição de veículos florestais, seis milhões de euros para a compra de Equipamentos de Proteção Individual destinados ao reforço da segurança pessoal dos bombeiros e um milhão de euros para a formação de 3.300 agentes de proteção civil (na sua maioria bombeiros).